Café: Mercado tem manhã volátil e de leve recuo em NY nesta 3ª feira

Publicado em 01/07/2014 07:48 396 exibições

O mercado internacional do café, na manhã desta terça-feira (1), opera com baixas de pouco mais de 200 pontos na Bolsa de Nova Iorque. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), o contrato dezembro valia 176,70 cents de dólar por libra-peso, enquanto o maio/15 era cotado a 181,10 cents, recuando 265 pontos. 

A volatilidade continua permeando os negócios, porém, analistas acreditam que essa pode ser uma semana um pouco mais positiva frente às confirmações de quebra da safra brasileira à medida que a colheita avança nas principais regiões produtoras. 

“Eu acredito que apesar da enorme volatilidade das últimas sessões, essa semana deve registrar índices mais altistas, já que a quebra da colheita brasileira vem se confirmando. Eu tenho conversado com muitos produtores e tenho recebido notícias desanimadoras sobre os números da produção nacional”, explicou o analista Fabiano Odebrechet.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Café: sessão volátil fecha com altas de mais de 250 pontos

Por Talita Benegra

Mais um dia de grande volatilidade na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US) para o mercado de café arábica. No início do pregão desta segunda-feira (30) os valores oscilaram bastante e passaram quase a manhã inteira em queda, mas a sessão encerrou com acréscimos de 255 a 265 pontos para os contratos mais negociados. Na sexta-feira (27), as baixas chegaram a mais de 800 pontos. 

Hoje também foi um dia importante para o mercado, já que representa o último dia do semestre. Um período bem positivo para o café arábica que teve valorização de 58% e encerrou como a soft commodity com maior ganho nos primeiros seis meses de 2014.

O vencimento julho anotou 173,00 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos com entrega para setembro registraram 175,10 cents/libra-peso. Dezembro apresentou alta, para 178,70 cents/libra-peso, enquanto março/2015 fechou em 181,90 centavos/libra-peso.

Analistas de mercado tem atribuído essa sequência de altas e baixas nos pregões aos interesses de investidores e fundos em negociar papéis de acordo com a conveniência de cada um. 

“Eu acredito que apesar da enorme volatilidade das últimas sessões, essa semana deve registrar índices mais altistas, já que a quebra da colheita brasileira vem se confirmando. Eu tenho conversado com muitos produtores e tenho recebido notícias desanimadoras sobre os números da produção nacional”, explicou o analista curitibano Fabiano Odebrechet.

Exportações em queda
A Organização Internacional de Café divulgou hoje queda nas exportações mundiais de café. Segundo a nota, houve decréscimo de 5,6% nos índices de maio em relação ao mesmo mês do ano passado, para 9,62 milhões de sacas, ante 10,19 milhões de saca.

Os oito primeiros meses do ano cafeeiro tiveram baixa menor, mas também declinaram. Índice 3,9% menor ao apresentado na temporada passada, registrando 72,832 milhões de sacas, contra 75,824 milhões de sacas. 

Estoques mais baixos
Os estoques de café negociados na Bolsa de NY caíram em relação ao mesmo período no ano anterior. O número está em 2.498.142 sacas, contra 2.744.628 sacas. Uma diferença grande de 246.486 sacas. Apesar disso e da indicação que o consumo do café mundial aumentou em 2%, Fabiano garante que “ninguém está com dificuldades para comprar café até o momento”.

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Notícias Agrícolas

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