Café: depois de três sessões com altas, arábica cai nesta manhã em NY

Publicado em 22/07/2014 09:39 441 exibições

Depois de três dias seguidos de altas na Bolsa de Nova Iorque (Ice futures US), o mercado de café arábica opera com decréscimos na manhã desta terça-feira (22). O vencimento setembro perde às 9h24 (horário de Brasília) 130 pontos e vale 171,60 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos com entrega para dezembro trabalham a 175,35 cents/libra-peso. Março/2015 registra 178,35 cents/libra-peso e maio/2015 sobe 40 pontos, para 182,25 centavos/libra-peso.

As cotações subiram significativamente nas últimas três sessões por conta da divulgação dos volumes de produção de algumas cooperativas brasileiras, entre elas, a Cooxupé – maior cooperativa de café do mundo – que estima quebra em cerca de 30%. 

Independente desse cenário, o mercado de café arábica deve ficar volátil, com fundos fazendo reposicionamentos até a finalização da colheita brasileira, quando o número oficial sobre a quebra for divulgado.

Veja como fechou a sessão de ontem:

Café: avanço da colheita confirma quebra no Brasil e apóia altas em NY

Mais um dia positivo na Bolsa de Nova Iorque (Ice Futures US) para o mercado de café arábica. A sessão apresentou bastante volatilidade, mas seguiu em alta, após sexta-feira (18) agitada com preços elevados em 855 pontos. 

Os contratos com entrega para setembro anotaram 172,90 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento dezembro encerrou em 40 pontos a mais e registrou 176,65 cents/libra-peso. Março/2015 fechou em 180,10 cents/libra-peso e maio/2015 cresceu 40 pontos, para 182,25 centavos/libra-peso. 
No pregão desta segunda-feira (21), as altas foram modestas, mas apoiaram as análises de especialistas, que previam cotações para cima com o avanço da colheita brasileira. 

Na Coopinhal - Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Pinhal – 80% da colheita já foi realizada e segundo o engenheiro agrônomo Celso Scanavachi “os grãos estão miúdos por conta da forte estiagem do início do ano e nossa quebra deve ser grande em torno de 30 a 35%”.

Segundo Celso, além das perdas devido à seca, muitas lavouras estão sofrendo com a doença da ferrugem – fungo que ataca as folhas do cafezal e pode acabar com plantações inteiras. “A região está com muito índice de ferrugem tardia. Por conta da seca, ela estava encubada, mas como choveu um pouco nestes últimos dias, ela apareceu”, explicou ele. 

A estimativa de produção da Coopinhal era de 115 a 125 mil sacas de 60 quilos de café, mas o resultado deve ser em torno de 70 a 80 mil sacas, número equivalente ao da safra passada, porém o engenheiro reitera que a temporada anterior era de baixa, devido à bienalidade da cultura. 

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Por:
Talita Benegra
Fonte:
Notícias Agrícolas

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