CNC: Sem previsão de chuva, preços futuros do café apresentaram significativa valorização nesta semana

Publicado em 29/08/2014 11:46 566 exibições
Novo diretor do Dcaf toma posse e participa de reunião do Comitê Diretor de Promoção e Marketing do Café.

NOMEAÇÃO DO DIRETOR DO DCAF— Na terça-feira desta semana, 26 de agosto, o Secretário Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gerardo Fontelles, no uso da competência que lhe foi delegada pela Portaria Ministerial nº 256, de 13 de maio de 2005, efetivou a cessão de Rodolfo Osório de Oliveira, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para o cargo de Diretor do Departamento do Café da Secretaria de Produção e Agroenergia da Pasta, com base no amparo legal do Decreto nº 4.050, de 12 de dezembro de 2001.

A primeira ação do novo titular do Dcaf foi acompanhar a reunião do Comitê Diretor de Promoção e Marketing do Café, realizada também na terça-feira, quando representantes do setor privado e do Governo Federal debateram questões relacionadas à participação brasileira na Expo Milão 2015.

Por ser a primeira vez que os representantes da cafeicultura brasileira tiveram acesso às informações, definiu-se que a cadeia café elaborará suas intenções o mais breve possível para encaminhar ao Mapa, o qual avaliará o pleito, estipulará um orçamento e encaminhará à Comissão Interministerial da Expo Milão 2015, que é composta por 14 ministérios e pela Apex-Brasil, entidade responsável pelo gerenciamento das ações. A coordenação do grupo está a cargo do MDIC e do MRE.

MERCADO —Com a frustração das expectativas de chuvas de volumes significativos para as próximas semanas nas regiões produtoras brasileiras, os preços futuros do café apresentaram significativa valorização nesta semana.

O clima seco aumenta as especulações dos investidores sobre uma menor safra de café em 2015, dado o nível de estresse das plantas devido ao veranico do início do ano. Além disso, com a circulação de relatórios de empresas privadas reforçando a quebra na atual safra nacional de café, as cotações futuras sustentaram a alta, rompendo a resistência do início do mês, de US$ 1,966 por libra-peso.

De acordo com a Somar Meteorologia, a frente fria que avançou pelo Sudeste do Brasil nos últimos dias causou apenas chuvas isoladas no Estado de São Paulo, que não atingiram as principais regiões produtoras de café. A previsão era de que as chuvas também não seriam consistentes sobre Minas Gerais e Espírito Santo.

Não obstante, a estiagem também presente na América Central será outro fator que poderá reduzir ainda mais a oferta mundial do café. Nesta semana, o Governo da Guatemala, por exemplo, declarou estado de emergência em função das condições climáticas. Além da seca, produtores centro-americanos ainda enfrentam a ferrugem, causada pelo fungoroya.

Diante desse cenário, o vencimento dezembro do contrato C negociado naICE Futures USacumulou alta de 1.265 pontos até o fechamento da quinta-feira, que se deu a US$ 2,00 por libra-peso.

Os futuros do café robusta, na Bolsa de Londres, seguiram essa tendência de valorização, com o vencimento novembro do Contrato 409 encerrando a quinta-feira a US$ 2.039 por tonelada na Liffe. Na semana, foram registrados ganhos acumulados de US$ 42.

Seguindo o comportamento internacional, os preços domésticos brasileiros do café arábica também se valorizaram significativamente. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) para essa variedade atingiu o maior valor desde o início de maio, sendo cotado, ontem, a R$ 457,83/saca. A alta acumulada desde o final da semana anterior foi de 8,3%. O indicador para o café conilon apresentou valorização menos significativa, de 1,5%, encerrando a quinta-feira a R$ 254,56/saca.

A instituição também apresentou suas estimativas sobre o percentual que falta ser colhido nas principais regiões produtoras brasileiras e também a percepção dos produtores sobre a quebra de safra em cada praça em relação ao potencial previsto antes do veranico. O gráfico abaixo resume as informações disponibilizadas pelo Cepea, que se referem ao final da semana passada. As maiores perdas estimadas para o Paraná devem-se às geadas de 2013.

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Quanto ao mercado de câmbio, o dólar encerrou a quinta-feira a R$ 2,2393, com queda acumulada de 1,8% em relação ao final da semana passada. A valorização do real tem sido influenciada principalmente pelas especulações quanto ao cenário eleitoral brasileiro.

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CNC

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