CNC: Com feriado nos EUA, o mercado futuro do café arábica operou com menor volume de negócios

Publicado em 28/11/2014 14:11 70 exibições

BALANÇO SEMANAL — 24 a 28/11/2014

MÉRITO INDUSTRIAL DO CAFÉ — O coordenador do CNC, Maurício Miarelli, recebeu, na semana passada, a medalha do “Mérito Industrial do Café”, concedida pela Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) às pessoas que contribuem com seu trabalho, seu conhecimento e com sua visão de crescimento do consumo, com qualidade e inovação permanentes, transformando o grão em uma bebida apreciada mundialmente.

Na oportunidade, Miarelli demonstrou satisfação e orgulho ao receber a outorga máxima da Associação, que, neste ano, também foi comemorativa aos 25 anos de sucesso do Selo de Pureza. “Aproveito a ocasião para parabenizar todas as indústrias cafeeiras do Brasil, as quais, unificadas na figura institucional da Abic, exercem um papel fundamental para a melhoria dos cafés brasileiros, desde os incentivos junto aos produtores, fazendo com que se preocupem com todo o trabalho de campo em prol da qualidade do café in natura, até os zelosos trâmites de torrefação e moagem para a entrega do produto ao consumidor final, que se depara com uma excelente bebida e se sente estimulado a degustar mais, elevando nossos índices de consumo”, salientou, em discurso.

Durante o evento, o coordenador do CNC enalteceu a Abic pelos trabalhos desenvolvidos em prol de uma cafeicultura brasileira mais pujante e essenciais para o desenvolvimento do mercado consumidor. “Nesse sentido, cito o Programa de Qualidade do Café, o PQC, que criou as categorias Tradicional, Superior e Gourmet para nossos produtos; o Programa Cafés Sustentáveis do Brasil, que certifica a elaboração com base no respeito à sustentabilidade em seu tripé social, ambiental e econômico; e também o Círculo do Café de Qualidade, que qualifica e certifica os estabelecimentos que promovem os produtos superiores”, pontuou.

Concluindo, Miarelli recordou que, no entanto, aquele era um momento para celebrar o gerador de todos esses programas de certificações citados. “É a ocasião para comemorarmos os 25 anos de existência do Selo de Pureza, que moralizou e resgatou a credibilidade do setor, descaracterizando o credo dos que entendiam que o café puro era exportado e que o brasileiro só consumia o produto com baixa qualidade, além de incorporar ao mercado uma nova geração de apaixonados pela bebida”, elogiou.

A entrega da medalha foi realizada durante o 22º Encontro Nacional das Indústrias de Café (Encafé), em Porto de Galinhas (PE).

100º CUP OF EXCELLENCE — Na quarta-feira, 26 de novembro, foi realizado o leilão, via internet, dos 21 lotes de café vencedores da 100ª edição mundial do Cup of Excellence, equivalente ao 15º Early Harvest Brasil 2014. O pregão registrou dois recordes nacionais: o valor de R$ 16.646,48 por saca de 60 kg pago ao lote campeão e o preço médio de R$ 3.863,44 são os maiores na história do certame no País. Ao final, todos os produtos foram arrematados, gerando uma arrecadação total de R$ 1.267.422,15.

O CNC tem a satisfação de ser um dos apoiadores dessa brilhante iniciativa em prol da valorização dos Cafés do Brasil e enaltece a nossa associada BSCA por tomar frente das ações em parceria com a Apex-Brasil, a Alliance for Coffee Excellence e o Sebrae. O trabalho de promoção que a Associação Brasileira de Cafés Especiais realiza em todo o mundo tem sido crucial para a abertura de novos e a consolidação dos tradicionais mercados do produto, fator pelo qual somos extremamente gratos e orgulhosos por possuir em nosso quadro um membro com a positividade e a pró-atividade da BSCA.

MERCADO — Nesta semana mais curta, devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o mercado futuro do café arábica operou com menor volume de negócios, embasado principalmente em fatores técnicos e registrando discretos ganhos em relação ao fechamento da última sexta-feira.

A Volcafé, em seu relatório trimestral, ampliou a previsão de déficit global de café na temporada 2014/15 para 9,9 milhões de sacas. Esse fato ajudou na pequena recuperação dos preços da commodity, após a tendência baixista instalada pela divulgação das projeções de safra do USDA, no final da semana passada.

Segundo a companhia, em 2013/14 foi registrado excedente de 7,4 milhões de sacas de café. Além dos problemas climáticos que afetam a produção brasileira, o relatório baseia-se na redução da oferta global de café robusta, devido à menor produtividade dos cafeeiros do Vietnã, para justificar sua nova previsão.

A valorização do real ante o dólar, até a quarta-feira, também auxiliou no suporte das cotações do arábica. Ontem, após o anúncio, da nova equipe que conduzirá a política econômica brasileira e de declarações do Presidente do Branco Central que sinalizam para o fim do programa de swap cambial, a divisa norte-americana voltou a subir, atingindo R$ 2,5295.

O vencimento dezembro do Contrato C, negociado na Bolsa de Nova York, foi cotado, na quarta-feira, a US$ 1,9425 por libra-peso, acumulando valorização de 355 pontos em relação ao final da semana anterior. Na ICE Futures Europe, o vencimento janeiro/2015 encerrou a sessão de ontem a US$ 2.096 por tonelada, com ganhos de US$ 18 desde a última sexta-feira.

Os agentes de mercado continuam aguardando melhor definição do volume a ser produzido pelo Brasil na temporada 2015/16 e acompanham a situação das chuvas nas principais origens e sua capacidade para estancar as perdas, uma vez que não é possível reverter os danos acumulados nos dez meses de estiagem (janeiro a outubro). Já existe consenso que o País colherá uma safra aquém do seu potencial produtivo em 2015, mas somente a partir de janeiro do ano que vem será possível começar a quantificar essa redução, com embasamento técnico.

De acordo com a Climatempo, uma nova frente fria avançou pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro até a noite de ontem e, hoje, desloca-se no mar até o Espírito Santo. Esta é a quinta frente fria observada apenas no mês de novembro e deve estimular mais chuvas sobre os Estados do Sudeste. O quadro abaixo resume as previsões da Somar Meteorologia para o volume acumulado de precipitações, na próxima semana, em alguns municípios das principais regiões produtoras brasileiras.

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Quanto ao mercado físico brasileiro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) informa que as oscilações nos preços durante novembro têm enfraquecido o ritmo dos negócios. Houve melhora da liquidez apenas nas praças da Mogiana Paulista e da Zona da Mata de Minas Gerais. Ontem, os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e conilon foram cotados a R$ 464,07/saca e a R$ 283,03/saca, respectivamente, com variação de -0,5% e 0,1% no acumulado da semana.

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Fonte:
CNC

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