Café: Após baixa na véspera, Bolsa de Nova York opera em alta nesta manhã de 3ª feira

Publicado em 24/05/2016 09:33
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve alta nesta manhã de terça-feira (24), após recuarem mais de 250 pontos na véspera. De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, recompras de fundos são registradas no terminal externo e motivam valorização nos preços.

Por volta das 09h28, o contrato julho/16 registrava 122,30 cents/lb com alta de 15 pontos, o setembro/16 tinha 124,30 cents/lb com avanço de 20 pontos. Já o vencimento dezembro/16 anotava 127,05 cents/lb e o março/17 operava com 129,70 cents/lb, ambos com avanço de 15 pontos.

Na sessão anterior, o mercado repercutiu o câmbio, que impacta as exportações da commodity, ajustes técnicos e o avanço da colheita no Brasil. O dólar comercial encerrou a sessão desta segunda com alta de 1,82%, cotado a R$ 3,5823 na venda, repercutindo o cenário político no Brasil. O dólar mais alto em relação ao real dá maior competitividade às exportações da commodity.

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Veja como fechou o mercado na segunda-feira:

Café: Bolsa de Nova York inicia semana com queda de mais de 250 pts e volta a se aproximar de US$ 1,20/lb

Nesta segunda-feira (23), as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam com queda de mais de 250 pontos nos principais vencimentos e ficaram ainda mais próximas do patamar de US$ 1,20 por libra-peso. O mercado repercute o câmbio, que impacta as exportações da commodity, ajustes técnicos e o avanço da colheita no Brasil.

O contrato maio/16 registrou 129,30 cents/lb e o julho/16 anotou 122,15 cents/lb, ambos com queda de 255 pontos. Já o vencimento setembro/16 fechou o dia com 124,10 cents/lb e 255 pontos de recuo, enquanto o dezembro/16, mais distante, teve 126,90 cents/lb com 250 pontos de desvalorização.

"O dia foi caracterizado por liquidações especulativas, com os compradores, mais uma vez, se mostrando reticentes", afirma o analista de mercado da Origem Corretora, Anilton Machado.

Além dos ajustes técnicos, que permeiam o mercado desde a semana passada, o câmbio também exerceu pressão sobre os preços externos. O dólar comercial encerrou a sessão desta segunda com alta de 1,82%, cotado a R$ 3,5823 na venda, repercutindo o cenário político no Brasil. O dólar mais alto em relação ao real dá maior competitividade às exportações da commodity.

Até a terceira semana de maio (15 dias úteis), as exportações brasileiras de café registraram 1,53 milhões de sacas de 60 kg, com receita de US$ 223,4 milhões. Foram embarcadas 102,6 mil sacas por dia, ante uma média de 111,6 mil por dia em abril. "Os estoques do país foram reduzidos nos últimos meses após exportações fortes – impulsionadas pelo câmbio – e como consequência de duas safras prejudicadas por secas", reportou a Reuters.

Do lado fundamental, também sobre as cotações do arábica o avanço da colheita no Brasil, que tem ocorrido sem problemas. Segundo levantamento divulgado na última quinta-feira (19) pela Safras & Mercado, a colheita do Brasil está em 10% do total esperado, ou seja, 5,63 milhões de sacas de 60 kg. A consultoria estima a produção de café nesta temporada em 56,4 milhões de sacas.

Mercado interno

Em meio à colheita, o mercado físico brasileiro continua lento. Os produtores estão mais focados com os trabalhos no campo e não ofertam suas produções pelos atuais patamares. "As colheitas avançam, mas a liquidez não acompanha a ansiedade ou a expectativa de muitos do setor", afirmou na última sexta-feira o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas na quinta-feira (19), o produtor de café, Fernando Barbosa informou que os preços do grão na região de São Pedro da União (MG) estão em cerca de R$ 480,00 a saca, o que não cobre nem os custos de produção.

O tipo cereja descascado teve maior valor de negociação hoje em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 530,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Guaxupé (MG) com queda de 1,51% e saca a R$ 522,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 522,00 a saca e recuo de 1,51%. Foi a única oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação nas cidades de Araguari (MG) e Varginha (MG), ambas com R$ 490,00 a saca – estável. A maior variação no dia dentre as praças ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com alta de 2,16% e saca a R$ 480,00.

Na sexta-feira (20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 452,58 com queda de 1,35%.

Bolsa de Londres

A Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), antiga Liffe, seguiu Nova York e também registrou queda nesta segunda-feira. O contrato maio/16 anotou US$ 1631,00 por tonelada com recuo de US$ 1, o julho/16 teve US$ 1650,00 por tonelada e queda de US$ 10 e o setembro/16 anotou US$ 1661,00  por tonelada com desvalorização de US$ 15.

Na sexta-feira (20), o Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon tipo 6, peneira 13 acima, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 388,53 com avanço de 0,09%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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