Café: Bolsa de NY dá sequência aos ganhos das últimas três sessões e consolida patamar de US$ 1,50/lb

Publicado em 12/01/2017 11:32

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 100 pontos nesta tarde de quinta-feira (12) e estendem os ganhos registrados nas últimas três sessões. O mercado segue em alta acompanhando indicadores técnicos, o câmbio – que impacta diretamente nas exportações da commodity – e as informações mais recentes sobre o clima no cinturão produtivo do Brasil, maior produtor e exportador da commodity no mundo.

Com esse novo avanço, os preços externos do grão parecem consolidar o patamar de US$ 1,50 por libra-peso. Por volta das 09h10, o vencimento março/17 registrava alta de 80 pontos, cotado a 149,80 cents/lb, o maio/17 anotava 151,90 cents/lb com avanço de 50 pontos. Já o contrato julho/17 tinha 154,15 cents/lb e 50 pontos de valorização e o setembro/17 tinha 156,35 cents/lb também com 50 pontos de avanço.

"Os futuros estão mais altos com relatórios apontando o retorno no tempo seco no Brasil, que pode afetar o potencial produtivo. O clima segue seco em áreas de robusta e em áreas de arábica está regular no momento. Existem especulações de uma produção no país em até 55 milhões de sacas em 2016, com quase todas as estimativas apontando produção entre 50 e 55 milhões de sacas em 2016. O mercado também tem apoio de especuladores, com recompras de fundos", disse ontem (11) em relatório o vice-presidente da Price Futures Group e analista de mercado, Jack Scoville.

A próxima safra do Brasil ainda nem começou a ser colhida, mas repercute fortemente no mercado. O arábica deverá ter produção afetada pela bienalidade negativa e o robusta deve mais uma ver ter queda no Espírito Santo, uma vez que as condições climáticas não deram sinais significativos de melhora. A exportadora Terra Forte, em reportagem publicada pela Reuters, estima a produção de café do Brasil em 2017 em 48,055 milhões de sacas de 60 kg, com uma queda de 11,7% na comparação com 2016.

A volta dos fundos de investimento ao mercado e o câmbio também impactam no mercado. Após a entrevista de Donald Trump não surpreender o mercado e deixar os investidores menos temerosos ontem, o dólar comercial recua. Às 11h39, a moeda norte-americana caía 0,67%, vendida a R$ 3,17. O dólar mais baixo desencoraja os embarques do grão brasileiro e podem contribuir para um ajuste na oferta global de café.

No Brasil, segundo analistas, os negócios seguem lentos mesmo com os preços do café voltando a patamares mais interessantes para o produtor. Por volta das 11h01, o tipo 6 duro era negociado a R$ 520,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) com alta 0,97%, em Guaxupé (MG) os preços seguiam estáveis a R$ 521,00 a saca e em Varginha (MG) estavam a R$ 520,00.

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Por:
Jhonatas Simião
Fonte:
Notícias Agrícolas

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