Café: Bolsa de Nova York recua mais de 200 pts nesta tarde de 6ª feira e estende perdas da véspera

Publicado em 03/11/2017 12:17

O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) opera com alta de mais de 200 pontos nesta tarde de sexta-feira (3) e estendem os ganhos da véspera, com máximas de três meses. As cotações da variedade oscilam com operadores ainda acompanhando as preocupações com a safra 2018/19 do Brasil, maior produtor e exportador da commodity, ainda que chuvas tenham sido registradas recentemente.

Por volta das 13h00 (horário de Brasília), o contrato dezembro/17 estava cotado a 123,95 cents/lb com queda de 245 pontos, o março/18 subia 235 pontos, a 127,50 cents/lb. O vencimento maio/18 operava com avanço de 235 pontos e estava sendo negociado a 129,80 cents/lb e o julho/18 tinha valorização 235 pontos, cotado a 132,10 cents/lb. Essa é a segunda sessão seguida de alta.

De acordo com informações reportadas pelo site internacional Agrimoney, as chuvas recentes foram decepcionantes no Brasil e motivaram a forte reação vista na quinta-feira no terminal externo. Além disso, as exportações estão fracas do país nos últimos meses. Os dados oficiais mostraram uma queda nas vendas externas de 11,1% em relação ao ano passado, com exportações de 2,64 milhões, no mês de outubro.

A Somar Meteorologia previu chuvas de até 70 milímetros em áreas produtoras do Brasil nesta semana, inclusive com chances de granizo em algumas áreas. "As precipitações têm sido boas nos últimos dias e os relatos de produtores indicam que as condições para a produção melhoraram", disse vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

No Brasil, por volta das 09h30, o tipo 6 duro era negociado a R$ 445,00 a saca de 60 kg em Espírito Santo do Pinhal (SP) – estável, em Guaxupé (MG) os preços também seguiam estáveis a R$ 445,00 a saca e em Poços de Caldas (MG) estavam sendo cotados a R$ 444,00 a saca. Os negócios no mercado interno brasileiro seguem lentos e o feriado de Finados no país contribuiu para a paradeira nos negócios.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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