Café: Em dia de ampla oscilação e com viés técnico, Bolsa de Nova York fecha sessão desta 3ª feira com leve baixa

Publicado em 14/11/2017 18:13 e atualizado em 14/11/2017 19:56
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Após ampla oscilação durante o dia, as cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a sessão desta terça-feira (14) com leve baixa. O mercado se acomoda tecnicamente ante as altas registradas recentemente, mas também repercutiu durante o dia vendas pesadas dos fundos, rolagens de posição e seguiu o movimento do petróleo, que teve baixa de mais de 2%.

O vencimento para dezembro/17 fechou a sessão de hoje cotado a 127,05 cents/lb com queda de 55 pontos, o março/18 registrou 130,45 cents/lb com recuo de 30 pontos. Já o contrato maio/18 encerrou o dia com 132,70 cents/lb e desvalorização de 35 pontos e o julho/18, mais distante, caiu 35 pontos, fechando a 135,05 cents/lb. Essa é a segunda queda seguida no mercado.

Mercado do café NY - 14/11/2017
Gráfico do mercado do café na Bolsa de Nova York nesta 3ª feira – Fonte: Investing

Pela manhã, o mercado do arábica chegou a estender os ganhos dos últimos dias diante das preocupações com safra 2018/19 do Brasil, os dados decepcionantes de exportação e rolagens. No entanto, em um movimento rápido, com atuação dos fundos e queda do petróleo, as cotações testaram quedas de mais de 200 pontos no início da tarde.

"Cada vez mais a Bolsa de Nova York não reflete o que acontece no mercado físico. Me parece que Nova York refletiu muito mais a rolagem de contratos do dezembro para março do que qualquer coisa, tanto que estava em alta de manhã e depois perto da hora do almoço saiu de cerca de 100 pontos de alta para quase 200 pontos de baixa", disse em entrevista ao Notícias Agrícolas o analista Eduardo Carvalhaes em referência a oscilação técnica do mercado.

Veja mais:
» Confira a entrevista com Eduardo Carvalhaes - Escritório Carvalhaes

Os operadores também acompanham as informações sobre a safra 2018/19 do Brasil, maior produtor e exportador da commodity. Além disso, a Volcafe, divisão suíça de café da trader ED&F Man, estimou no sábado (11) que os estoques brasileiros do grão podem atingir mínimas de cinco anos, com 15 milhões de sacas de 60 kg. As informações partem da Reuters internacional.

Os dados recentes das exportações brasileiras também seguem repercutindo no mercado do café, ainda do lado altista. O Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) divulgou nesta quinta que as exportações brasileiras em outubro foram mais de 13% maiores que a do mês anterior, totalizando 2,74 milhões de sacas e receita cambial de US$ 460,1 milhões. Mas os embarques no período foram menores do que em 2016.

"Encerramos o mês de outubro com a exportação de mais de 2,7 milhões de sacas, dando sequência ao cenário dos meses anteriores. Com isso, temos a indicação de que o fechamento do ano civil alcance em torno de 30/31 milhões de sacas exportadas, número inferior ao dos anos anteriores, como resultado da grande influência climática na cafeicultura brasileira e, consequentemente, pela menor produção de café", disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Mercado interno

Poucos negócios são registrados nas praças de comercialização do Brasil. O feriado no país na primeira semana do mês de novembro contribuiu para a recente lentidão. Nesta quarta-feira (15), o mercado brasileiro tem mais um recesso com o feriado da "Proclamação da República".

"Insatisfeitos com os preços no físico, muitos vendedores voltam suas atenções às lavouras. Já os compradores consultados pelo Cepea reduziram suas aquisições, atentos aos estoques confortáveis nos países consumidores e à perspectiva de uma boa safra 2018/19", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca cotada a R$ 505,00 e alta de 1,00%. A maior variação no dia ocorreu em Lajinha (MG) com avanço de 1,05% e saca a R$ 480,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP)(estável) e Poços de Caldas (MG) (estável), ambas com saca a R$ 480,00. As praças não tiveram oscilação no dia.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 470,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças verificadas ocorreu na Média Rio Grande do Sul com alta de 2,22% e saca a R$ 460,00.

Na segunda-feira (13), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 455,25 e alta de 0,26%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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