Café: Bolsa de Nova York cai mais de 300 pts nesta 5ª com disparada do dólar e chuvas no Brasil

Publicado em 07/12/2017 17:53
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) seguiram o viés baixista dos últimos dias nesta quinta-feira (7). O mercado despencou mais de 300 pontos na sessão sendo impactado, principalmente, pelo câmbio, mas ajustes técnicos ainda seguem sendo registrados assim como os reflexos das chuvas no cinturão produtivo do Brasil.

Os lotes com vencimento para dezembro/17 fecharam a sessão de hoje cotados a 120,85 cents/lb com queda de 400 pontos, o março/18 registrou 122,85 cents/lb com recuo de 325 pontos. Já o contrato maio/18 encerrou o dia com 125,05 cents/lb e desvalorização de 320 pontos e o julho/18, mais distante, fechou a sessão cotado a 127,40 cents/lb e 315 pontos de baixa. Essa é a quarta sessão seguida de baixa.

O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira com o maior salto em quase sete meses diante do temor de que a reforma da Previdência não deve ser aprovada em breve. A divisa encerrou o dia cotada a R$ 3,2865 na venda com avanço de 1,73%. O maior avanço desde 18 de maio ano passado, segundo a Reuters. A moeda mais valorizada ante o real tende a encorajar as exportações.

"A situação volta a complicar... Vamos ter que conviver com mais uma sessão de informações desencontradas, o que agrega volatilidade aos mercados", afirmou à agência de notícias o economista-chefe da corretora Modalmais, Alvaro Bandeira.

Além disso, do lado fundamental, as recentes condições climáticas em Minas Gerais, maior estado produtor do grão no país, também dão pressão aos preços externos. A previsão dos principais institutos meteorológicos é que nos próximos dias as chuvas podem atingir acumulados de até 100 milímetros em diversas áreas produtoras. Alguns municípios já decretaram estado de emergência.

O analista de mercado da Price Futures Group, Jack Scoville, mantém uma visão mais conservadora e novas altas não estão descartadas. "Há uma abundância de chuvas neste momento, mas o tempo seco pode voltar em breve e vale salientar que há também relatos de árvores com potencial limitado em parte da América Central e algumas áreas da América do Sul", disse durante a semana.

Mercado interno

Os negócios com café voltaram a ficar lentos no mercado físico brasileiro nesses primeiros dias de dezembro após aquecimento no final de novembro. Esse movimento, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP) é tipo do final de ano, já que agentes aguardam início do novo ano para retomar a comercialização.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com saca cotada a R$ 500,00 – estável. A maior variação no dia ocorreu em Varginha (MG) com queda de 1,03% e saca a R$ 480,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 480,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com queda de 2,17% e saca a R$ 450,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) com saca a R$ 470,00 – estável. A maior alta no dia dentre praças junto com Varginha (MG) com recuo de 2,20% e saca a R$ 445,00.

Na quarta-feira (6), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 452,54 e baixa de 0,62%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

1 comentário

  • Frank Scanavachi Guapé - MG

    Deixa o mercado achar que colheremos 60 milhões!!! hahahahah
    Bom fim de ano!!!

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