Café: Mercado em NY encerra semana com queda acumulada próxima de 5% e abaixo US$ 1,25/lb

Publicado em 12/01/2018 17:59
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam a semana com queda acumulada de cerca de 5%, abaixo de US$ 1,25 por libra-peso nos vencimentos próximos. O mercado do grão recua no cenário externo diante de um maior otimismo dos operadores com a safra 2018/19 do Brasil, maior produtor e exportador do grão, e melhores informações de oferta global ampla.

No mercado interno, os negócios com café seguem lentos com boa parte dos envolvidos ainda distantes das mesas de negociação. (Veja mais informações abaixo)

Nesta sexta-feira (12), o vencimento março/18 fechou cotado a 122,25 cents/lb com queda de 55 pontos, o maio/18 registrou 124,70 cents/lb com recuo de 55 pontos. Já os lotes com vencimento para julho/18 encerraram o dia com 127,05 cents/lb e desvalorização de 55 pontos e o setembro/18, mais distante, caiu 60 pontos, fechando a 129,40 cents/lb.

As chuvas nos últimos dias no cinturão brasileiro deixaram o mercado ainda mais com as condições para o bom desenvolvimento das lavouras da safra 2018/19 do Brasil. "Ideias de grande potencial de produção para o Brasil, Honduras e Vietnã repercutem e são os principais tópicos das conversas", disse em relatório o analista e vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

De acordo com informações da Somar Meteorologia, as chuvas devem ser mais isoladas nos próximos dias nas áreas produtoras brasileiras de café. Elas ficam mais concentradas no Paraná e Rondônia. Entretanto, já choveu forte recentemente em praticamente todo o cinturão. Alguns cafeicultores, no entanto, têm relatado queda de chumbinhos nas lavouras.

Em sua estimativa divulgada na quinta-feira (11), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estimou que a safra brasileira de café em 2018 deve alcançar 53,2 milhões de sacas de 60 kg com uma alta de 14,9% na comparação anual por conta da bienalidade positiva na maioria das lavouras.

O CNC (Conselho Nacional do Café) em informativo, no entanto, alerta para as especulações do mercado com a safra 2018/19 e dúvidas com o abastecimento. " O CNC tranquiliza o mercado ao informar que o Brasil manterá seu market share ao redor dos 30% e a posição de maior produtor e fornecedor mundial de café, não havendo a menor possibilidade para supersafra e tampouco risco para o abastecimento", disse.

Leia mais:
» CNC alerta sobre especulações de mercado a respeito da safra 2018

O cenário otimista durante a semana também esteve presente nas recentes informações sobre a oferta no mercado. Segundo informações reportadas pelo site internacional Agrimoney, o Commerzbank aponta que a situação de abastecimento do café "parece agora ainda mais confortável.

"Depois de a OIC ter mudado em novembro sua previsão de um déficit para um superávit [em 2016/17], e novamente revisar esse valor ligeiramente para cima, a situação da oferta agora parece ainda mais confortável", disse o Commerzbank.

Mercado interno

Os negócios nas praças de comercialização do Brasil na segunda semana seguiram lentos. "Como muitos agentes consultados pelo Cepea ainda estão fora do mercado, os negócios de café seguem calmos neste início de ano. A expectativa é que grande parte dos compradores e vendedores retorne ao spot nas próximas semanas", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O tipo cereja descascado anotou maior variação na semana em Guaxupé (MG) com queda de 5,05% (-R$ 25,00) no período e saca a R$ 470,00. A cidade com maior valor de negociação no período foi Espírito Santo do Pinhal com saca a R$ 490,00 e queda acumulada de 2% (-R$ 10,00).

No tipo 4/5, a maior variação na semana foi registrada na cidade de Poços de Caldas (MG) com desvalorização de 3,21% (-R$ 15,00) e saca a R$ 453,00. A praça com maior valor no período foi Franca (SP) com R$ 480,00 a saca e estabilidade no período.

O tipo 6 duro teve maior oscilação na semana em Guaxupé (MG) com queda de 5,49% (-R$ 25,00) e saca a R$ 430,00. As cidades com maior valor de negociação no período foram Araguari (MG) (-1,08%) e Franca (SP) (-2,13%), ambas com saca a R$ 460,00.

Na quinta-feira (11), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 445,41 e queda de 0,63%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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