Café: Bolsa de Nova York sobe mais de 200 pts nesta 6ª com queda de mais de 1% do dólar e cobertura de vendidos

Publicado em 05/10/2018 17:30 e atualizado em 08/10/2018 10:33
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta sexta-feira (05) com alta de mais de 200 pontos. O mercado externo do grão teve mais um dia de suporte do câmbio e cobertura de vendidos no dia. Na semana, a alta acumulada foi de 6,34%.

O vencimento dezembro/18 fechou o dia com alta de 210 pontos, a 109,05 cents/lb e o março/19 anotou 112,50 cents/lb com avanço de 210 pontos. Já o vencimento maio/19 registrou 114,95 cents/lb com valorização de 215 pontos, enquanto o julho/19 teve 215 pontos de ganhos, a 117,35 cents/lb.

Essa é a segunda alta consecutiva no mercado e, mais uma vez, o câmbio foi importante fator de suporte aos preços externos do grão. O dólar comercial fechou a sessão desta sexta-feira com queda de 1,00%, cotado a R$ 3,8570 na venda, com atenção às mais recentes pesquisas para a Presidência.

De acordo com informações da Reuters internacional, com base no relato de operadores externos, os preços do café e do açúcar tiveram suporte importante da valorização do real, mas uma com cobertura de vendidos registrada no terminal durante o dia também favoreceu o avanço.

"Um real mais forte reduz os ganhos locais de commodities atreladas ao dólar, desencorajando a venda de produtores", destacou a agência de notícias. O dólar mais baixo tende a desencorajar as exportações e por isso dá suporte aos preços externos do arábica na Bolsa de Nova York.

Para Shawn Hackett, analista da Hackett Financial Advisors, o café arábica ainda deve ter oscilações neste período pré-eleitoral. "Nós podemos oscilar entre 1,04 dólar e 1,10 dólar até termos o resultado final da eleição (brasileira)", disse o especialista para a Reuters.

Em menor intensidade, operadores externos seguem atentos com a safra brasileira. A safra passada tem colheita praticamente finalizada, enquanto a 2019/20 está em florada com as chuvas recentes, de acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

"Na maior parte das regiões acompanhadas, restam apenas uma pequena parcela de grãos nos terreiros para ser beneficiada e a colheita de poucas lavouras tardias. As precipitações favoreceram a abertura de uma nova grande florada nos cafezais", disse em nota o Cepea.

De acordo com previsões dos principais institutos meteorológicos, uma frente fria se afasta das regiões produtoras de café do Brasil. No entanto, no final de semana, ainda podem ocorrer chuvas em forma de pancadas em algumas áreas, exceto no Norte de Minas Gerais.

Mercado interno

Os preços do café no mercado físico brasileiro registraram reação nos últimos dias com suporte dos avanços na Bolsa de Nova York. Esse cenário permitiu que mais negócios fossem fechados. Além disso, com o fim da colheita, produtores também têm tem ofertado mais suas produções.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) (estável) e Franca (SP) (+2,22%), ambas com saca a R$ 460,00. A maior oscilação ocorreu em Espírito Santo do Pinhal (SP) com queda de 2,27% e saca a R$ 430,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca cotada a R$ 445,00 e alta de 1,14%. A maior oscilação no dia dentre as praças foi registrada em Poços de Caldas (MG) com avanço de 1,17% e saca a R$ 432,00.

O tipo 6 duro anotou maior valor de negociação em Araguari (MG) (+1,16%) e Vitória (ES) (estável), ambas com saca a R$ 435,00. As maiores oscilações no dia foram registradas em Poços de Caldas (MG) (R$ 421,00) e Patrocínio (MG) (R$ 420,00), ambas com alta de 1,20%.

Na quinta-feira (04), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 425,22 e alta de 0,32%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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