Cenário eleitoral e safra recorde impactam o Mercado Futuro do Café

Publicado em 23/10/2018 12:59
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O mês de setembro foi marcado pela incerteza provocada pelo processo eleitoral, que levou os investidores no mercado futuro na Bolsa, Brasil, Balcão (B3) a reavaliaram suas expectativas quanto à valorização do dólar. Ao mesmo tempo, a venda de swaps cambiais pelo Banco Central do Brasil (Bacen), o ingresso de moeda forte por meio dos leilões dos campos de produção de petróleo em águas profundas e o movimento de compra de posições no mercado acionário brasileiro por investidores internacionais trouxeram bom volume de moeda para a economia interna, diminuindo a pressão pela compra de dólares no mercado doméstico, afirma Celso Vegro, diretor do Instituto de Economia Agrícola (IEA). 
  
Os negócios futuros de café arábica na Bolsa de Nova York continuam impactados pela pujança da safra brasileira, que, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deverá atingir 45,9 milhões de sacas dessa variedade, montante que contribuirá para a recomposição dos estoques. Em sentido contrário, as médias semanais das cotações de café robusta no mercado futuro, centralizado na Bolsa de Londres, exibiram movimento de valorização do produto. 
  
No polo francano, principal cinturão de lavoura cafeeira do Estado, o preço médio recebido pelos cafeicultores pela saca de caf é beneficiado de 60 kg bebida dura foi de R$ 409,05. Considerando a média das cotações da quarta semana em segunda posição de US$ 102,40/lbp, e efetuando-se as devidas conversões, obtêm-se US$ 135,44/sc. Que, convertido para reais pelo dólar futuro de março de 2019 negociado na B3 cotado a US$1,00=R$4,20, equivalem a R$ 568,85/sc., ou seja, montante muito significativo frente ao preço praticado no mercado à vista, incentivando os cafeicultores a contratarem o hedge para a comercialização de parte de sua produção. 
  
O montante de posições líquidas vendidas por parte dos fundos e grandes investidores supera 100 mil. Sem algum fato que promova mudança na expectativa dos investidores, há margem reduzida para revers ão do contexto baixista em que transita a formação de preços da commodity. Surgem informações que o volume de podas nos cafezais de arábica deverá aumentar significativamente, pois os baixos preços e a sinalização de talhões menos produtivos (ciclo de baixa) estimulam os cafeicultores a cortarem custos e zerarem a produção do próximo ano. 
  
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Fonte: IEA

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