Profissionais de 7 países vivem imersão na Região do Cerrado Mineiro

Publicado em 30/11/2018 08:14 e atualizado em 30/11/2018 09:37
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A visita resultou na venda de 4 contêineres de café com Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro

Entre os dias 10 a 14 de novembro a Região do Cerrado Mineiro recebeu um grupo de profissionais ligados ao café, de 7 nacionalidades diferentes. De produtores da Tanzânia, até importadores da Grécia, o grupo pode imergir no terroir Cerrado Mineiro, seus cafés e suas pessoas.

O grupo veio ao Brasil participar da Semana Internacional do Café (SIC), que aconteceu em Belo Horizonte de 7 a 9 de novembro. A missão para a Origem Cerrado Mineiro foi organizada pela Café Editora, promotora da SIC, pela Associação de Cafés Especiais (SCA) e também pela Roaster Guild (Associação de Torrefadores). A Federação dos Cafeicultores do Cerrado foi a entidade anfitriã no Cerrado Mineiro e contou com o apoio do Sebrae.

O café de boas-vindas aconteceu aos pés do Cristo Redentor de Patrocínio, cidade com a maior área de produção de café do Brasil, 52 mil hectares. O roteiro levou aos visitantes a conhecerem diversos perfis de produtores da Região do Cerrado Mineiro. A primeira parada foi na Fazenda de Marcos Antônio de Oliveira, produtor familiar, associado a APPCER – Associação de Pequenos Produtores do Cerrado Mineiro, associação Fair Trade.

Os campeões do V Prêmio Região do Cerrado Mineiro (2017), Maria Gabriela Baracat Sanchez, em Patrocínio e Lúcio Velloso, em Carmo do Paranaíba, também receberam o grupo e apresentaram o modo de se produzir no Cerrado Mineiro, um relevo que facilita a mecanização dos processos desde os cuidados com a lavoura até a colheita, o que, associado ao clima ideal para a cafeicultura e o saber fazer dos produtores do Cerrado Mineiro resulta em cafés únicos e extraordinários.  

Os campeões do Cup Of Excelence 2017 e 2018, Gabriel Nunes e Ismael Andrade, respectivamente, estiveram com os participantes e contaram um pouco de suas histórias e segredos para produção de cafés de alta qualidade e a conquista de prêmios tão importantes no mundo.

As cooperativas Carmocer e Carpec na cidade de Carmo do Paranaíba e Expocaccer, em Patrocínio também receberam o grupo e realizaram sessões de cuppings (provas de cafés). O exportador credenciado à Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Cafebras, também em Patrocínio, promoveu degustações de seus perfis.

O grupo pode conhecer também o trabalho das “Mulheres de Chaves”. Formando por agricultoras da comunidade de Chaves, em Rio Paranaíba, Cooperadas da Carpec, elas se organizaram, com o auxílio do Grupo Enactus, da Universidade Federal de Viçosa, campus Rio Paranaíba, sob a coordenação da Professora Raquel Soares. Unidas elas conseguiram mudar o rumo de suas histórias, agregar valor e valorizar ainda os produtos feitos por elas: maracujá, doces, polvilho, café, requeijão, açafrão, artesanato, tudo leva  marca das Mulheres de Chaves e coloca em evidência o trabalho do grupo que quer crescer sempre juntas. Todo esse trabalho foi apresentado durante a visita à Carpec.

As sessões de cupping resultaram em negócio. O grupo da Grécia, fechou o envio de 4 contêineres de café com Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro junto da Cooperativa Carpec, em Carmo do Paranaíba.

Para Dimitris Karyofyllis, importador Grego, a organização e o modo de produzir do Cerrado Mineiro foram decisivos para sua compra. “Apesar de eu ter viajado pelo Cerrado Mineiro há dois anos, não os visitamos com o propósito comercial, nem estávamos tentando encontrar café especificamente da região. Foi uma feliz coincidência que a SCA nos levou Cerrado Mineiro. Mas foi o excelente desempenho e organização de toda a equipe que nos fará querer visita-los novamente. Com essa experiência, aprendemos as particularidades da região, as características do café, a paixão e o trabalho árduo que as pessoas depositam em seu produto. Por essas razões, tentaremos fazer o melhor possível para honrar esse esforço, vender e pedir café com o nome: Café do Cerrado Mineiro” – explicou Karyofyllis.

Daniel Paulo, trader da Carpec, comemora o resultado da visita. “Sem dúvida essa visita teve uma importância muito além da comercial para nós da Cooperativa. Pudemos mostrar um pouco também do trabalho social que realizamos com as Mulheres de Chaves, tenho a certeza que isso também contou na decisão do grupo Grego.” – explicou ele.

 O café escolhido possui aroma de amêndoas, com toque delicado de frutas, corpo equilibrado e sabor doce, lembrando caramelo e chocolate.

Para Hanna Davies, representante da SCA, organizadora da viagem, as conexões formadas são essenciais na cadeia do café. “A SCA Origin Trips foi uma oportunidade fantástica para os profissionais do café em toda a cadeia de fornecimento, criar conexões, construir relações profissionais e compartilhar conhecimento. A cafeicultura no Brasil é um exemplo ideal de produção de café em larga escala e oferece aos participantes da viagem a oportunidade de experimentar anos de cultivo e aprendizado através dos olhos de produtores e cooperativas. Nós da SCA estamos orgulhosos de trabalhar com parceiros em todo o mundo para oferecer uma gama diversificada de viagens de origem que conectam profissionais de café em cada ponta da cadeia de valor” – finalizou Davies.

“Além de termos sido os anfitriões desta Origin Trip, o papel da Federação foi de apresentar aos visitantes todo o funcionamento da Denominação de Origem e todo o diferencial que os compradores visitantes podem ter ao adquirir cafés com Selo de Origem e Qualidade Cerrado Mineiro, demonstrando todo conceito de origem controlada e como eles podem usufruir da rastreabilidade e levar a Origem Cerrado Mineiro como diferencial aos seus consumidores. Ficamos muito contentes em termos difundido este conceito a um grupo tão diverso e também da visita ter sido concluída com negócios em cafés com Selo de Origem.” – concluiu Juliano Tarabal, Superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado.

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Fonte: Fed. Cafeicultores do Cerrado

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