Projeto estuda irrigação de café clonal no Acre e Rondônia

Publicado em 27/03/2019 10:00 e atualizado em 27/03/2019 10:33
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Com o objetivo de estudar os efeitos do manejo racional da água no cultivo de clones de café na Amazônia Sul Ocidental, foi aprovado, em março, o projeto “Manejo de irrigação por gotejamento para cultivo de clones café canéfora nos estados do Acre e Rondônia”. A proposta concorreu no último edital do Sistema de Gestão do Consórcio Pesquisa com Café (ConCafé). Com duração de quatro anos, as ações serão executadas pela Embrapa, no Acre e Rondônia, em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac). 

Segundo Celso Bergo, pesquisador da Embrapa Acre e líder do projeto, a falta de chuvas no período de maio a setembro prejudica a produtividade de café canéfora nesses estados. “A seca é um problema sério, mas é possível produzir com irrigação. O objetivo do estudo é definir quando irrigar e o quanto de água devemos usar para garantir uma boa safra, com um café de qualidade, e como economizar água, energia e outros recursos nessa atividade produtiva”, diz.

Nos meses de novembro e dezembro de 2019 serão plantados clones de café canéfora nos campos experimentais da Embrapa Acre para a realização dos estudos entre 2020 e 2021. O projeto pretende definir qual a melhor época para a irrigação no cultivo e a quantidade de água necessária para evitar o estresse hídrico e aumentar a produtividade.

Café Canéfora no Acre

O Acre é o segundo maior produtor de café da região Norte, com uma produção de 2.229 toneladas, ficando atrás apenas de Rondônia, que produziu 84.734 toneladas, de acordo com os dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Acre apresenta a maior produtividade do café Canéfora da região Norte com média de 26 sacas de café limpo por hectare.

Há uma tendência de crescimento do cultivo de café clonal (canéfora) no Acre e a preferência por essa cultura ocorre devido a características climáticas do estado favoráveis para o seu desenvolvimento. “A cafeicultura tem potencial produtivo, é viável economicamente e possui expressiva capacidade de gerar empregos no campo” afirma Bergo.

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Fonte: Embrapa Acre

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