Comitiva da CNA se reúne com empresários do setor de café e frutas do Japão

Publicado em 10/05/2019 14:50
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Grupo está em missão na Ásia para abertura de mercado para produtos do agro brasileiro

A comitiva da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou na sexta (10), no Japão, de uma degustação de cafés especiais promovida pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) na Ueshima Coffee Company (UCC).

O encontro faz parte da missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) à Ásia, que visitará quatro países do continente até o dia 21 de maio para abertura de mercados para os produtos agrícolas brasileiros. Durante o evento, governo e empresários debateram a entrada do café nacional no Japão.

“O Japão é hoje o 4º ou 5º consumidor mundial de café. O Brasil é o maior produtor e exportador, e segundo maior mercado consumidor. O Japão também tem um papel de destaque no consumo, mas ainda há margem para crescer e essa margem dá espaço para os cafés especiais brasileiros que estão entrando nesse mercado agora”, afirmou Orlando Ribeiro, secretário de Relações Internacionais do Mapa.

Na avaliação do embaixador do Brasil no Japão, Eduardo Sabóia, o japonês é um consumidor exigente e sofisticado e tem visto nos produtos brasileiros essas características.

“Quem conquista o coração do consumidor japonês vence qualquer dificuldade, porque eles têm esse interesse pela sofisticação e veem no Brasil sofisticação, diversidade e sustentabilidade. Além disso, temos vínculos muitos sólidos com o Japão que facilitam esse trabalho”, disse.

A diretora da BSCA, Vanusia Nogueira, destacou a importância do encontro entre empresários e governo para o setor de cafés especiais.

“É muito bom ver a ministra com tanto interesse em nos apoiar nesse momento tão difícil para os produtores do Brasil e do mundo com relação aos preços de café. E os empresários também estão entendendo nossa posição e vendo o que podem fazer para aumentar o consumo para que possamos cada vez mais valorizar o nosso produto.”

O Japão é um mercado promissor para os cafés especiais brasileiros. Há cafés em cápsulas sendo vendidos a U$ 5. São os cafés boutiques, que estão acima dos cafés especiais, explicou Vanusia. “São extremamente exclusivos e fabricados em pequenas quantidades e que conseguem chegar a um nível altíssimo de qualidade. É um desafio muito grande ter café brasileiro sendo vendido a esse preço e boa parte desse preço sendo passado aos produtores rurais.”

A comitiva da CNA também se reuniu com empresários na Federação das Cooperativas do Japão (Zen-Noh), na Marubeni Corporation, empresa de importação e exportação de produtos como grãos, e na Fruta Fruta, importadora de frutas da Amazônia, especialmente o açaí.

“Temos potencial para exportar mais frutas do Brasil para o Japão. As frutas no país são caríssimas, eles não têm quase nenhuma produção de frutas tropicais. Isso mostra que temos potencial grande, porque aqui o consumo é a metade do que é consumido no Brasil, que já tem consumo baixo”, afirmou Luiz Roberto Barcelos, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e da Comissão Nacional de Fruticultura da CNA.

“Nós estamos na expectativa de passo a passo ir abrindo mercado para a fruta brasileira no Japão. O abacate está na linha de frente, depois vem o melão, a uva. Uma série de frutas a mais para que a gente fortaleça esse relacionamento entre Brasil e Japão na fruticultura”, ressaltou Barcelos.

Além do açaí e do abacate, os japoneses têm interesse também no guaraná e no purê de banana, que são matérias-primas para a produção de bebidas no país.

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Fonte: CNA

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