CNC: Café tem semana de pouca oscilação no mercado internacional

Publicado em 23/08/2019 12:07
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Cotações foram direcionadas pela flutuação do dólar, principalmente ante o real

Os futuros do café tiveram uma semana de pouca oscilação nos mercados internacionais, com sua movimentação acompanhando a flutuação do dólar, principalmente ante o real. Fatores técnicos e informações de que o Brasil colherá uma safra abaixo da expectativa em 2020 deram tom um pouco positivo, permitindo leve recuperação das cotações.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento dezembro/19 do contrato "C" acumulou ganhos de 90 pontos, fechando, ontem, a US$ 0,973 por libra-peso. Na ICE Europe, o vencimento novembro/19 do café robusta encerrou a sessão a US$ 1.327 por tonelada, com desvalorização de US$ 6.

O dólar comercial teve alta de 1,85% na semana, fechando a quinta-feira a R$ 4,0776. Após duas quedas consecutivas, o real foi a moeda com pior desempenho ante a divisa norte-americana dentro de uma cesta de outras 34 divisas.

O desempenho foi puxado por temores de piora da economia mundial e cautela antes do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Jerome Powell, nesta sexta-feira. Diante disso, o dólar alcançou seu maior valor ante o real desde 20 de maio (R$ 4,10).

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que a massa de ar seco perde força e volta a chover de forma isolada em boa parte do Sudeste do Brasil nesta sexta-feira. Na faixa leste da Região, de São Paulo até o Espírito Santo, a semana termina com tempo fechado e ocorrência de precipitações fracas.

Também choverá em Minas Gerais, com exceção às áreas sudoeste e extremo noroeste do Estado. Já o noroeste paulista, o norte de Minas e parte do Triângulo Mineiro seguem com tempo firme.

No Brasil, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) comenta que a baixa liquidez evitou variações significativas. Os indicadores calculados pela instituição para as variedades arábica e robusta foram cotados a R$ 405,64/saca e a R$ 285,36/saca, com valorizações de 0,2% e 3,2%, respectivamente.

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Fonte: CNC

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