Agricultura familiar impulsiona Juruaia/MG e safra do café pode chegar a 160 mil sacas e faturamento de R$80 milhões em 2020

Publicado em 24/08/2020 14:41

O café é um símbolo da agricultura de Minas Gerais. O estado é o maior produtor do país, responsável pela metade da safra nacional. Os anos de 2018 e 2019 foram um período difícil para a cafeicultura mineira. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), nesse biênio, devido as condições climáticas desfavoráveis, a produção recuou em 26,5%.  

Mesmo nesse cenário é possível encontrar exemplos positivos, como os produtores familiares de Juruaia, no sudoeste mineiro, que obtiveram êxito no balanço final. Para se ter uma ideia da representatividade desse braço produtivo é preciso ter acesso aos números. São, no total, cinco mil e quinhentos hectares plantados no município, englobando os grandes e pequenos produtores.  

Já são 850 agricultores familiares em Juruaia, que são responsáveis pela produção entre 80 a 800 sacas anuais por produtor, divididos em micros (80-150 sc), pequenos (150-400 sc) e médios produtores (400-800 sc), os quais também conseguiram manter a média anual de produção nos últimos anos, “correndo por fora” do ciclo negativo, que afetou o estado.    

E novamente a agricultura familiar juruaiense vai impulsionar os bons resultados para a cidade. A previsão é que a safra do café chegue a 160mil sacas e alcance o faturamento de R$80 milhões em 2020. A produção dos pequenos produtores equivale a 65% desse montante, em sua maioria, destinada à exportação por ser 100% arábica sequeiro. A colheita já está na fase final e termina, no máximo, até setembro.  

Os cafés de Minas Gerais se distinguem pela diversidade de sabor e aroma, devido, principalmente, às variações de clima, à altitude e aos sistemas de produção. As diferentes características permitem conquistar os mais diversos clientes do mercado nacional e mundial. 

“Os agricultores familiares identificaram nichos de mercado, como os cafés diferenciados, que exigem maior investimento em qualificação dos processos produtivos, de gestão e mercadológicos. A EMATER trabalha junto com os agricultores com o objetivo de melhorar a qualidade do café, reduzir custos de produção, aumentar a renda, manter e criar empregos, melhorar a gestão e comercialização. Ou seja, consolidar uma cafeicultura familiar mineira competitiva”, comenta Cléverson Menegucci, Extensionista Agropecuário da EMATER-MG. 

A relevância da cafeicultura não é apenas econômica. A atividade também exerce importante papel social. É fonte de emprego e renda para milhares de agricultores familiares e trabalhadores rurais. De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), estima-se que a cadeia produtiva do café gere três milhões de empregos diretos e indiretos em Minas Gerais.  

O estado ainda conta com o programa Certifica Minas Café, desenvolvido pela EMATER, em conjunto com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). No programa, os produtores são orientados na adequação das propriedades às boas práticas agrícolas em todas as fases da produção, atendendo normas ambientais e trabalhistas, reconhecidas internacionalmente. Ao final do processo, a propriedade passa por uma auditoria para o recebimento da certificação. O Certifica Minas Café é pioneiro. Ele é o maior programa nacional de certificação de propriedades cafeeiras.  

Tags:

Fonte: Assessoria de Imprensa

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Café dispara nas bolsas e encerra sessão com ganhos expressivos diante de novas preocupações climáticas no Brasil
Empresa vende cafés produzidos por mulheres do Cerrado Mineiro na China
Café dispara nas bolsas nesta 5ª feira, com nova onda de preocupação climática no Brasil
Café abre esta quinta-feira em alta nas bolsas com mercado atento ao avanço da colheita e aos riscos climáticos
Café fecha em queda, mas atraso histórico da colheita acende alerta sobre oferta e qualidade da safra
Chuvas prejudicam a colheita do café no Sul de Minas