Café registra quedas em NY com notícia da chegada das chuvas no Brasil

Publicado em 12/10/2020 14:24 e atualizado em 12/10/2020 15:25
Apesar disso, especialista aponta que stress hídrico sofrido pelo cafeeiro ainda é grande

O mercado futuro do café arábica registrou quedas na tarde desta segunda-feira (12) com na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Por volta das 14h16 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha recuo de 270 pontos, valendo 108,85 cents/lbp, março/21 caía 255 pontos, negociado por 111,25 cents/lbp, maio/21 tinha baixa de 245 pontos, negociado por 112,75 cents/lbp e julho/21 abria com queda de 235 pontos, valendo 114,25 cents/lbp.

De acordo com Haroldo Bonfá, analista de mercado e diretor da Pharos Consultoria, as quedas se devem ao anúncio da chegada de chuvas mais regulares nas regiões cafeeiras do Brasil para os próximos dias. 

"Além disso, por ser feriado de Nossa Senhora Aparecida, o Brasil está fora do mercado, e não tem câmbio. Essa expectativa de chuvas mais regulares traz de volta a perspectiva de que o Brasil terá uma safra boa", disse.

Apesar de ter havido registros pontuais de chuvas nas áreas brasileiras produtoras de café no final de semana, Bonfá afirma que o mercado ainda está incerto em relação aos efeitos da estiagem nas plantas, e também com a chegada e a permanência das precipirações. "O cafeeiro tem que voltar à sua normalidade, está sofrendo um stress hídrico muito importante, e não se sabe quais os efeitos futuros disso", afirmou. 

Tags:

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Café fecha semana com arábica pressionado e robusta em alta nas bolsas
Safra de café do Brasil tem início mais lento, com 9% colhido, diz Safras & Mercado
Crescimento do consumo e cafés especiais ditam encerramento do segundo dia do XXV Seminário Internacional do Café
Café fecha em alta com preocupação de que El Niño possa afetar a próxima safra do BR
Safra de café do Brasil será recorde, mas de arábica não, indica Rabobank
Produtor de café do Brasil avalia que nova safra ainda não bate 2020 e negócios travam