Após abrir com estabilidade, café volta a cair na Bolsa de Nova York

Publicado em 05/01/2021 11:46
Chuvas, Covid-19 e dólar pressionam o mercado futuro nesta terça-feira

Após iniciar o pregão desta terça-feira (5) com poucas variações, o mercado futuro do café arábica voltou a cair mais de 200 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Por volta das 11h39 (horário de Brasília), março/21 tinha queda de 250 pontos, valendo 123,65 cents/lbp, maio/21 tinha baixa de 250 pontos, negociado por 125,60 cents/lbp, julho/21 registrava queda de 240 pontos, valendo 127,40 cents/lbp e setembro/21 operava com desvalorização de 225 pontos, valendo 129 cents/lbp. 

Novos casos de contaminação da Covid-19 voltam a levantar incerteza quanto ao consumo de café e pressiona os preços na Bolsa. Além disso, as previsões de chuvas em áreas produtoras do Brasil contribuem para pressionar os preços no mercado futuro.

O cenário, no entanto, ainda é de incerteza para a produção da safra 21 no Brasil. Depois de enfrentar o maior déficit hídrico dos últimos anos no ano passado, as chuvas levam alívio ao produtor, mas não recupera os danos para a próxima safra. Quantificar as baixas, no entanto, ainda não é possível, segundo especialistas. A tendência é que a partir de fevereiro o cenário para a safra 21 do Brasil seja mais claro. 

Também por volta deste horário, o dólar registrava valorização de 1,15% e era cotado por R$ 5,33. O dólar em alta tem como tendência ajudar a pressionar os preços na Bolsa de Nova York.

"O dólar passava a disparar contra o real na manhã desta terça-feira, depois de ter saltado acentuadamente na sessão anterior, a primeira de 2021, enquanto os operadores monitoravam o avanço da Covid-19 pelo mundo, a imposição de novos lockdowns na Europa e a disputa pelas últimas cadeiras no Senado dos Estados Unidos", destacou agência Reuters em sua análise. 

Na Bolsa de Londres o café tipo conilon também opera no negativo, mas apenas com desvalorização técnica. Março/21 tinha queda de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1363, maio/21 tinha baixa de US$ 7 por tonelada, negociado por US$ 1375, julho/21 registrava queda de US$ 6 por tonelada, valendo US$ 1389 e setembro/21 registrava baixa de US$ 10 por tonelada, valendo US$ 1400.

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Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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