Café: NY e Londres finalizam com valorização em dia de baixa para o dólar

Publicado em 26/01/2021 16:28 e atualizado em 26/01/2021 17:16
Mercado físico manteve a estabilidade nas principais praças produtoras do país

O mercado futuro do café arábica encerrou o pregão desta terça-feira (26) com valorização técnica para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Março/21 teve alta de 125 pontos, valendo 124,50 cents/lbp, maio/21 registrou valorização de 120 pontos, negociado por 126,60 cents/lbp, julho/21 teve alta de 120 pontos, valendo 128,55 cents/lbp e setembro/21 teve valorização de 125 pontos, valendo 130,40 cents/lbp. 

Segundo análise do site internacional Barchart, a desvalorização do dólar ante ao real deu suporte de alta para os preços na Bolsa. "Os preços do café se estabilizaram na terça-feira, uma vez que a valorização do real gerou algumas vendas a descoberto nos contratos futuros. O real na terça-feira apresentou forte valorização de + 2,21% em relação ao dólar. Um real mais forte desestimula as vendas de exportação dos produtores de café do Brasil", destacou a análise do site internacional Barchart. 

​"Uma forte descompressão de risco derrubou o dólar nesta terça-feira, com o real de longe liderando os ganhos nos mercados globais de câmbio, em dia positivo para ativos de risco no mundo, de defesa de regras fiscais no Brasil e a maior possibilidade de alta de juros o quanto antes", destacou análise da agência de notícias Reuters. 

Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também encerrou com valorização. Março/21 teve alta de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1317, maio/21 subiu US$ 7 por tonelada, valendo US$ 1325, julho/21 teve alta de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1340 e setembro/21 registrou valorização de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1356.

"Os preços do conilon também tiveram uma transição negativa da previsão da Conab de quinta-feira passada de que a produção brasileira de café Robusta em 2021 aumentará até 16% para 16,6 milhões de sacas", reforçou o site internacional Barchart. 

No Brasil, o dia foi de estabilidade nas principais praças produtoras do país 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 2,26% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 650,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 682,00, Patrocínio/MG manteve o valor por R$ 665,00, Araguarí/MG manteve o valor de R$ 680,00 e Varginha/MG manteve a negociação por R$ 720,00.

O café cereja descascado teve queda de 2,07% em Poços de Caldas/MG, negociado por R$ 710,00. Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 725,00, Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 715,00 e Varginha/MG manteve os preços por R$ 720,00.


Participação do Brasil nos estoques da ICE aumentou de maneira significativa

 

 

Mercado já se prepara para um oferta limitada

Levantamento feito pela Pharos Consultoria, liderado pelo analista de mercado Haroldo Bonfá, destaca que o mercado já se preparada para o segundo semestre de 2021, mostrando ainda que o Brasil aumentou de maneira expressiva sua participação nos estoques certificados da ICE. 
 

Na última sexta-feira, dia 22, os preços no mercado futuro foram pressionados por uma alta nos estoques da ICE. A Bolsa de Nova York (ICE Future US) fechou o dia com mais de 200 pontos de desvalorização. Até esta terça-feira (26), os estoques contavam com 1.602.404 sacas de café. 

A reposição nos estoques chamam atenção, levando em consideração  que no ano passado o volume chegou ao nível mais baixos dos últimos 20 anos. No dia 9 de setembro, os estoques contavam com 1.2354 milhões de sacas. "O mercado entendeu que precisa compor os estoques para o segundo semestre, já entendendo a tendência de altas expressivas na formação de preços no mercado futuro", afirma o analista. 

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Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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