OIC avalia que consumo de café no mundo em 2009 cairá 2%

Publicado em 26/12/2008 18:38 1090 exibições
O consumo de café no Brasil, em 2009, deverá manter ritmo de crescimento acima da média mundial. A expectativa é de que a taxa de 4,5% obtida em 2008 se repita em 2009, o que elevaria o consumo no mercado doméstico brasileiro, o segundo maior do mundo, para cerca de 18,8 milhões a 19 milhões de sacas de 60 kg. A previsão é da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), que prevê que, em 2010, o Brasil divida com os Estados Unidos o título de maior consumidor da bebida no planeta, com 21 milhões de sacas.

A Organização Internacional do Café (OIC) avalia que o avanço do consumo de café no mundo deve desacelerar em 2009, ficando abaixo de 2%, em virtude da crise financeira global. Para 2008, as estimativas antes da crise eram de crescimento de 2% no consumo mundial, considerando os esforços promocionais em países produtores para aumentar o consumo doméstico, como Colômbia e México, e de população elevada, como Índia e Indonésia. A OIC considera que o consumidor não deixará de tomar café, mas pode substituir grãos de alta qualidade por produtos convencionais, mais baratos.

”Estamos cautelosamente otimistas em relação ao consumo no país”, informa o diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz. Segundo ele, o percentual de brasileiros que consome café diariamente alcança 97%. Esse nível é o mais alto desde que a Abic iniciou pesquisa com consumidores, em 2003. Naquela época, o percentual era de 91%, segundo dados da InterScience, empresa de pesquisa de mercado contratada pela Abic.

Embora altamente positivo, o resultado da pesquisa mostra, em contrapartida, que há pouco espaço para crescimento. As pesquisas da InterScience revelam, ainda, que a população da classe social C é a que mais aumentou o hábito de beber café, passando de 34% para 43% no período. Os mais jovens, com idade entre 15 e 26 anos, gradativamente também vão adotando o hábito de tomar café.

Outro fator que deixa o setor torrefador otimista diz respeito à pergunta que é feita anualmente na pesquisa sobre a disposição do entrevistado em continuar consumindo café no futuro. O resultado revela que 83% dos consultados vão continuar bebendo o mesmo volume de café. Em 2007, o índice também era de 83%, sem a crise internacional, pondera Nathan.

Os industriais estão cautelosos porque “o momento é de crise”.Os efeitos negativos poderão ser melhor observados apenas no primeiro trimestre de 2009. Também causa apreensão a redução das margens na indústria de torrefação, já que os preços do café na indústria subiram cerca de 34% em 14 anos, contra uma inflação de 250%.

 

Tags:
Fonte:
Revista Cafeicultura

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário