Colômbia espera colher 13 mi sacas de café em 2024, aumento anual de 15%

Publicado em 24/09/2024 14:58 e atualizado em 24/09/2024 15:47

Por Luis Jaime Acosta

BOGOTÁ (Reuters) - A produção de café na Colômbia, o maior fornecedor mundial de arábica lavado, pode fechar 2024 em 13 milhões de sacas de 60 kg, com suas lavouras mostrando resistência ao fungo da ferrugem e a adversidades climáticas, afirmou o gerente da Federação Nacional de Cafeicultores na terça-feira.

A estimativa representa um aumento de 15% em relação à safra do ano passado, de 11,3 milhões, que cresceu apenas 2%, encerrando três anos consecutivos de quedas devido à redução das chuvas, depois que o fenômeno La Niña atrasou a floração e a produção dos cafeeiros.

O Brasil e o Vietnã, os dois principais fornecedores de café do mundo, tiveram dificuldades de produção este ano devido às secas, o que provocou o aumento dos preços internacionais.

"Esperamos que a colheita fique em torno de 13 milhões de sacas", disse Germán Bahamón em entrevista à Reuters, prevendo exportações de 12 milhões de sacas, um aumento de 14,3% em relação ao ano passado.

A Colômbia, o terceiro maior produtor de café do mundo, tem capacidade para produzir cerca de 14 milhões de sacas por ano.

O gerente da Federação Nacional de Cafeicultores reconheceu os efeitos da seca em algumas regiões do país sul-americano, conhecido por seus cafés suaves e de alta qualidade.

"Temos mais de 80% de nossas plantações de café com variedades resistentes, não imunes, mas resistentes a fenômenos como a ferrugem e fenômenos como a mudança climática", disse Bahamón.

O líder disse que este ano estão sendo feitos progressos na renovação de 100.000 hectares de plantações de café, contra 77.000 em 2023.

A Colômbia tem 842.000 hectares de plantações de café dos quais dependem 540.000 famílias.

"O mais importante não é aumentar a área, mas aumentar a produtividade por hectare. Se aumentarmos isso, será mais fácil aumentar a produção de sacas de café e também gerar lucratividade para o cafeicultor".

Bahamón disse que os preços internacionais atuais permitiram que os cafeicultores recuperassem as perdas a partir de 2023 e anunciou uma campanha para continuar aumentando as exportações de café verde e processado para novos mercados, como a China.

"A China já se tornou o sexto maior destinatário do café colombiano. Em outras palavras, há uma grande oportunidade de continuar crescendo", concluiu.

(Por Luis Jaime Acosta)

Fonte: Reuters

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