Preço do café arábica recua em mais de 4% em NY no início da tarde desta 5ª feira (06)

Publicado em 06/03/2025 12:18 e atualizado em 06/03/2025 14:36
Variedade mantém patamar dos US$ 4/lp no março/25

O mercado do café seguia trabalhando com fortes perdas nas bolsas internacionais no início da tarde desta quinta-feira (06), e em NY o arábica recuava em 4,48% nas cotações futuras. Os preços futuros mantém os ajustes e realizações após os ganhos dos últimos dias. 

De acordo com o Barchart, os preços seguem sustentados pelas chuvas abaixo do normal e o clima seco no Brasil que podem reduzir a produtividade das safras de café, e os baixos níveis dos estoques monitorados pela ICE. 

Segundo informações da Reuters, os cafeicultores brasileiros venderam quase todos os seus grãos meses antes da nova safra, já que os preços globais quase dobraram para máximas históricas nos últimos 14 meses.

O Climatempo alerta que até o final desta semana o tempo seco e quente vai continuar predominando nas principais áreas produtoras de café, o que pode intensificar o estresse térmico e hídrico nesta fase final de desenvolvimento dos cafezais, especialmente entre São Paulo, Minas Gerais e interior da Bahia.

Perto das 12h (horário de Brasília), o arábica registrava queda de 600 pontos no valor de 409,50 cents/lbp no vencimento de março/25, um recuo de 1.895 pontos negociado por 391,00 cents/lbp no de maio/25, uma baixa de 1.800 pontos no valor de 381,55 cents/lbp no de julho/25, e uma queda de 1.765 pontos cotado por 371,85 cents/lbp no de setembro/25.

Já o robusta trabalhava com baixa de US$ 2 no valor de US$ 5.653/tonelada no contrato de março/25, uma perda de US$ 84 cotado por US$ 5.559/tonelada no de maio/25, uma queda de US$ 90 no valor de US$ 5.513/tonelada no de julho/25, e um recuo de US$ 88 negociado por US$ 5.451/tonelada no de setembro/25.

Dados do governo do Vietnã divulgados nesta quinta-feira mostram que o país exportou 303.000 toneladas métricas de café no período de janeiro a fevereiro, uma queda de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Por: Raphaela Ribeiro
Fonte: Notícias Agrícolas

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