Mercado cafeeiro trabalhava em lados opostos nas bolsas internacionais na manhã desta 4ª feira (27)

Publicado em 27/08/2025 09:47 e atualizado em 27/08/2025 16:18
Preços seguem com fortes oscilações, sustentados por um cenário de incerteza

Os preços do cafá trabalhavam em lados opostos nas bolsas internacionais na manhã desta quarta-feira (27), com o arábica recuando moderadamente, e o robusta avançando nos futuros mais próximos. 

Segundo informações do portal internacional Bloomberg, no caso do arábica, a alta dos preços nos últimos dias foi impulsionada em grande parte por especuladores do mercado cobrindo posições vendidas e pelos baixos volumes de negociação, que aumentaram a volatilidade. "A retração do mercado parece ser técnica e não fundamental", completou a publicação. 

Boletim do Escritório Carvalhaes aponta ainda que as cotações sobem à medida que os operadores vão se conscientizando de que a quebra na atual safra brasileira de arábica 2025 foi maior do que a estimada inicialmente pelo mercado, e que o aperto entre produção e consumo global vai continuar."Já está claro que o padrão climático continua imprevisível no Brasil, com secas, chuvas irregulares e frentes frias produzindo geadas e queda de granizo em cafezais das principais regiões produtoras de café do Brasil, afastando a possibilidade de uma safra recorde de café no Brasil em 2026", destaca ainda o documento. 

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De acordo com o analista de mercado do The Price Futures Group, Jack Scoville, o robusta está mais disponível para o mercado, mas os produtores brasileiros estão retendo ofertas para destinos mundiais. A falta de estoques para entrega e a falta de entregas têm apoiado então o mercado futuro.

Perto das 9h30 (horário de Brasília), o arábica registrava baixa de 455 pontos no valor de 379,50 cents/lbp no vencimento de setembro/25, uma queda de 310 pontos negociado por 369,20 cents/lbp no de dezembro/25, e um recuo de 330 pontos no valor de 359,30 cents/lbp no de março/26.

O robusta trabalhava com alta de US$ 13 no valor de US$ 4,899/tonelada no contrato de setembro/25, um aumento de US$ 23 cotado por US$ 4,713/tonelada no de novembro/25, e um ganho de US$ 21 no valor de US$ 4,585/tonelada no de janeiro/26. 

Por: Raphaela Ribeiro
Fonte: Notícias Agrícolas

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