Café robusta sobe mais de 2% em Londres nesta 5ª com chuvas fortes no Vietnã

Publicado em 20/11/2025 16:29
Em NY, arábica perde força, mas ainda fecha positivo

Enquanto os futuros do café arábica negociados amenizaram os ganhos na Bolsa de Nova York na sessão desta quinta-feira (20), o robusta intensificou as altas e fechou o dia subindo mais de 2% na Bolsa de Londres diante de chuvas torrenciais que atingem o Vietnã. 

As altas entre as principais do robusta posições foram de US$ 88,00 a US$ 115,00 por tonelada. O janeiro fechou o dia com US$ 4631,00 e o maio com US$ 4394,00 por tonelada. Estes são os maiores preços em duas semanas. 

"A desvalorização do dólar levou a uma cobertura de posições vendidas no mercado de café arábica, enquanto as preocupações com o clima no Vietnã estão impulsionando o preço do robusta. As fortes chuvas atrasaram a colheita na maior província produtora de café do Vietnã, Dak Lak, e há previsão de mais chuvas que podem danificar as plantações", informou o portal internacional Barchart.

Os fundamentos ainda permanecem os mesmos e seguem dando um suporte importante às cotações.

"Incertezas climáticas, que seguem afetando a produção de café no Brasil e nos demais principais países produtores e os baixos estoques globais, com o Brasil, maior produtor e exportador mundial, além de segundo maior consumidor, sem estoques remanescentes, tendo colhido em 2025 uma safra menor do que a projetada inicialmente, frustrando assim os cálculos e análises do mercado internacional", detalha o analista de mercado e diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes sobre o cenário fundamental para o café. 

Entre os preços do arábica, os ganhos variaram de 0,3% a 0,5%, com o dezembro ainda acima dos US$ 4,00 por libra. O vencimento terminou o dia com 405,60 cents de dólar por libra-peso, enquanto o maio fechou com 359,25 cents/lb. 

Do mesmo modo, o especialista analisa o impacto do último movimento do presidente americano Donald Trump em relação às tarifas dos EUA sobre o café do Brasil e seus impactos sobre o mercado. 

"Em nossa opinião, a manutenção do tarifaço de 40% sobre a compra de nossos cafés pelas indústrias e importadores americanos é fortemente prejudicial aos produtores brasileiros e aos consumidores americanos. Temos de melhorar o diálogo e continuar negociando com o governo dos EUA".

No Brasil, o mercado está sem operações em função do feriado do Dia da Consciência Negra, comemorado neste 20 de novembro. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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