Mercado cafeeiro consolida mais um fechamento com quedas, com robusta recuando em mais de 2% nesta 3ª feira (02)

Publicado em 02/12/2025 17:15 e atualizado em 02/12/2025 17:59
Preços do café seguem voláteis, com suporte nos fundamentos

Os preços do café fecham mais uma sessão com baixas nas bolsas internacionais, registrando queda de mais de 2% em Londres no encerramento desta 3ª feira (02). De acordo com o Barchart, a perspectiva de oferta abundante de café está pressionando os preços após o Parlamento Europeu ter aprovado, na última quarta-feira, um adiamento de um ano da lei de combate ao desmatamento,  mantendo a oferta dos grãos em níveis satisfatórios. 

Para a Analista de Inteligência de Mercado na Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, a suspensão das tarifas pelos Estados Unidos trouxe algum alívio, mas os estoques baixos e as expectativas para a safra brasileira 26/27 continuam sendo fatores determinantes para os preços. 

Informações do portal internacional Bloomberg, apontam que apesar das fortes chuvas e inundações que atingiram severamente o Vietnã nos últimos dias, o país continua no caminho certo para sua maior safra de café robusta em quatro anos e para maiores exportações. A produção em 2025-26 deverá ser 10% superior à da temporada anterior, e as exportações também deverão aumentar cerca de 7%, para 1,6 milhão de toneladas. 

Segundo o gerente da Mesa de Operações da Minasul, Heberson Sastre, em anos anteriores, mesmo com bom volume de chuva, as altas temperaturas prejudicaram o desenvolvimento dos grãos. "A fase inicial, o pegamento da florada dos chumbinhos, já ocorreu, e nossa equipe técnica de agrônomos avalia o resultado como positivo. Atualmente, temos dois tipos de lavouras: as que estão em plena produção e as que foram esqueletadas ou cortadas, com produção prevista para o próximo ano. Mesmo assim, essas últimas apresentam uma pequena carga para 26.  A avaliação é que as lavouras em plena produção estão em um nível próximo a 9, e as demais, em torno de 6, em uma escala hipotética", explicou ainda Sastre.

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Em NY, o arábica encerra o dia com baixa de 595 pontos no valor de 405,55 cents/lbp no vencimento de dezembro/25, um recuo de 625 pontos no valor de 373,45 cents/lbp no de março/26, e uma perda de 640 pontos cotado por 356,05 cents/lbp no de maio/26.

Já o robusta registra a desvalorização de US$ 121 no valor de US$ 4,351/tonelada no contrato de janeiro/26, uma queda de US$ 119 negociado por US$ 4,219/tonelada no de março/26, e uma baixa de US$ 120 no valor de US$ 4,143/tonelada no de maio/26.

Mercado Interno

De acordo com o sócio diretor da Pine Agronegócios, sobre a safra 26/27, a relação de troca já está montada e comercializada em 30% da expectativa de produção, garantindo assim a melhor relação de troca desde 2012. "O momento atual é de espera, caso não tenhamos evolução na demanda americana nas próximas semanas", completou ainda o consultor. 

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O Café Arábica Tipo 6 registra no fechamento deste pregão a alta de 0,86% em Machado/MG no valor de R$ 2.350,00/saca, uma queda de 2,11% em Franca/SP negociado por R$ 2.320,00/saca, e um recuo de 1,74% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 2.255,00/saca. Já o Cereja Descasco encerra com recuo de 1,70% em Campos Gerais/MG cotado por R$ 2.315,00/saca, e uma desvalorização de 0,38% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 2.630,00/saca. 

Por: Raphaela Ribeiro
Fonte: Notícias Agrícolas

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