Clima adverso no BR mantém preços do café em alta na manhã desta 3ª feira (30)

Publicado em 30/12/2025 10:10
Bolsas internacionais registravam ganhos de mais de 1%

Diante de chuvas abaixo da média e uma forte onda de calor no Brasil, os preços futuros do café seguem pressionados e trabalhavam com ganhos de mais de 1% nas bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (30).

O Climatempo informou nesta 2ª feira (29) que Minas Gerais, a maior região produtora de arábica do Brasil, recebeu 11,1 mm de chuva na semana encerrada em 26 de dezembro, 
ou 17% da média histórica.  

Segundo o Barchart, os preços também são pressionados pelas inundações generalizadas na Indonésia, que ameaçam reduzir as exportações do país em até 15% na safra de 2025-26, segundo o presidente da Associação de Exportadores e Indústria de Café da Indonésia. 
"As inundações afetaram cerca de um terço das fazendas de café arábica no norte de Sumatra nas últimas semanas, enquanto as plantações de robusta foram menos afetadas. A Indonésia é o terceiro maior produtor mundial de robusta", completou o portal. 

Já para o robusta, informações da Reuters apontam que com o aumento da oferta e o clima favorável para colheita e secagem de cerejas em meio à fraca demanda, os preços da variedade no mercado interno do Vietnã caíram para seu nível mais baixo desde março do ano passado. Diante deste cenário, negociantes locais contaram que os agricultores estariam recusando as ofertas de preços dos operadores, chegando ao ponto de comprar de volta os suprimentos para fins de armazenamento, aguardando assim melhores preços para voltarem com as negociações.

Perto das 9h40 (horário de Brasília), o arábica trabalhava com ganho de 665 pontos nos contratos de março/26 e maio/26 no valor de 358,80 cents/lbp e 343,55 cents/lbp, e um aumento de 670 pontos negociado por 335,55 cents/lbp no de julho/26.

O robusta registrava o avanço de US$ 7 no valor de US$ 4,019/tonelada no vencimento de janeiro/26, um ganho de US$ 71 no valor de US$ 3,955/tonelada no de março/26, e uma valorização de US$ 50 cotado por US$ 3,862/tonelada no de maio/26. 

Por: Raphaela Ribeiro
Fonte: Notícias Agrícolas

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