Café tem dia intenso de realização de lucros nas bolsas, preços acompanham no BR e perdem quase 5% no físico
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A sexta-feira (9) foi de intenso ajuste para os preços do café negociados nas bolsas internacionais. Somentem Nova York, as cotações terminaram o dia com mais de mil pontos nos principais vencimentos, depois de sessões consecutivas de boas e fortes altas nesta primeira semana cheia de 2026. O março fechou o pregão com 357,65 e o maio com 339,90 cents de dólar por libra-peso. As perdas foram de mais de 3%, portanto.
Na Bolsa de Londres, o movimento não foi diferente. As cotações perderam quase 1% nos contratos mais negociados - de US$ 25,00 a US$ 41,00 por tonelada - levando o março a US$ 3903,00 e o maio a US$ 3837,00 por tonelada.
O mercado passou por um dia de forte realização de lucros, com uma forte liquidação de posições por parte dos fundos investidores, devolvendo uma parte importante dos ganhos registrados nos últimos dias. Segundo analistas internacionais ouvidos pelo portal Barchart, as previsões de chuvas melhores chegando a regiões cafeeiras do Brasil trouxeram parte da pressão, enquanto o dólar index testando suas máximas em quatro semanas nesta sexta-feira (9) também contribuíram.
Há perspectivas de uma boa safra chegando do Brasil, porém, ainda carregada de muitas incertezas, já que as condições climáticas precisam se confirmar melhores e trazer um alívio efetivo aos cafezais. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estima uma produção de 56,54 milhões de sacas.
Para o robusta há ainda um fator adicional de pressão. As exportações do Vietnã registraram bons números nos últimos meses e, embora as vendas novas estejam mais lentas agora, pesam sobre as cotações. No Brasil, as vendas do conilon estão atrasadas, segundo apontou um relatório da Pine Agronegócios.
MERCADO NACIONAL
"Os produtores, em sua maioria, ainda não voltaram para o mercado. Não mostram disposição de venda nas bases oferecidas pelos compradores. Há grande interesse comprador para todos os padrões de café", ainda afirma o diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, sobre o andamento dos negócios no mercado nacional.
Assim como foi para as bolsas, a semana foi intensa e de volatilidade também para os negócios no Brasil, uma vez que os preços foram acompanhando não só as movimentações em Nova York e Londres, mas também do dólar. A moeda americana não deve ter só esta semana de volatilidade, mas o ano todo, já que o 2026 é de eleições presidenciais no Brasil e extrema imprevisibilidade na geopolítica global.
Nesta sexta-feira, as referências do arábica tipo 6 perderam até 4,87% entre as principais praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas, como foi o caso de Machado, onde op preço fechou o dia com R$ 2150,00 por saca. Para o cereja descascado as perdas foram semelhantes e em Varginha, com baixa de 4,17%, a saca foi a R$ 2300,00.
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