Café: Aumento de posições compradas consolida ganhos moderados no fechamento desta 6ª feira (13)
Os preços do café se consolidaram com ganhos moderados nas bolsas internacionais no fechamento da sessão desta sexta-feira (13). Segundo o Barchart, a queda acentuada dos preços nesta semana, que chegaram à mínima em seis meses, despertou o interesse de compra das torrefadoras, impulsionando os futuros para cima, em uma tentativa de repor seus estoques reduzidos.
Relatório do Itaú BBA aponta que nos últimos dias o mercado passou por forte correção, influenciado por expectativas melhores para a safra 2026/27 e por condições climáticas mais favoráveis. "É importante destacar que a disponibilidade atual da temporada 2025/26 permanece restrita, o que mantém alguma sensibilidade no curto prazo. Já a consolidação dos resultados para 2026/27 ainda depende do comportamento das chuvas até março e abril, período decisivo para o desenvolvimento final dos frutos", completou ainda o documento.
Os dados divulgados no dia 05 de fevereiro pela Conab trazem pressão ao mercado futuro. A Companhia Nacional de Abastecimento informou que a produção brasileira em 2026 deverá crescer 17,2% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 66,2 milhões de sacas, com a produção de arábica registrando um aumento de 23,2%, com um total de 44,1 milhões de sacas, e a de robusta aumentando 6,3% em relação ao ano anterior, para 22,1 milhões de sacas.
"Esses números estão bem acima do estimado por agrônomos brasileiros especializados em café. Eles dizem que é cedo para se afinar os números, mas que, se essas chuvas continuarem ao longo dos meses de fevereiro e março, poderemos ter uma produção acima da atual safra 2025, porém bem abaixo desses números estimados pelos traders", destaca boletim do Escritório Carvalhaes.
Em NY, o arábica fecha então com alta de 40 pontos no valor de 300,05 cents/lbp no vencimento de março/26, um ganho de 85 pontos negociado por 298,30 cents/lbp no de maio/26, e um avanço de 65 pontos no valor de 294,35 cents/lbp no de julho/26.
O robusta registra o alta de US$ 24 cotado por US$ 3,859/tonelada no contrato de março/26, um ganho de US$ 35 no valor de US$ 3,800/tonelada no de maio/26, e uma valorização de US$ 38 no valor de US$ 3,715/tonelada no de julho/26.
Mercado Interno
Dados do Itaú BBA pontuam que no físico brasileiro, o enfraquecimento observado na bolsa dos últimso dias se refletiu diretamente nos preços pagos ao produtor.
O Café Arábica Tipo 6 fecha o dia com alta de 3,30% em Machado/MG no valor de R$ 1.880,00/saca, uma valorização de 2,04% em Franca/SP negociado por R$ 2.000,00/saca, e um ganho de 1,35% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 1.880,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com alta de 1,31% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 1.940,00/saca, e um avanço de 0,93% em Poços de Caldas/MG cotado por R$ 2.180,00/saca.