Café tem 3ª feira com ajustes nas bolsas e mercado atento a logística global e safra brasileira
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Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), referência para o café arábica, os contratos registravam leve recuo entre os principais vencimentos no início da sessão. O contrato março/26 trabalhava a 299,10 cents por libra-peso, com baixa de 2,65 pontos. O vencimento maio/26 era negociado a 294,70 cents por libra-peso, recuando 2,20 pontos. Já o contrato julho/26 aparecia cotado a 289,00 cents por libra-peso, com desvalorização de 1,90 pontos.
No mercado do café robusta, negociado na Bolsa de Londres (ICE Europe), os preços também iniciavam o dia em queda entre parte dos vencimentos mais negociados. O contrato maio/26 era negociado a US$ 3.731 por tonelada, com baixa de 40 pontos. O julho/26 trabalhava a US$ 3.621 por tonelada, registrando recuo de 47 pontos.
Segundo análises do mercado internacional, o comportamento recente das cotações tem sido influenciado por fatores geopolíticos e logísticos. As tensões no Oriente Médio e os riscos de interrupções em rotas estratégicas de transporte marítimo elevaram os custos de frete, seguros e combustível, o que aumenta o custo do comércio global de commodities, incluindo o café.
Ao mesmo tempo, a valorização do dólar frente a outras moedas tem limitado movimentos mais fortes de alta nas bolsas, já que a moeda norte-americana mais forte tende a pressionar as commodities cotadas em dólar no mercado internacional.
Do lado da oferta, o mercado segue atento às perspectivas da safra brasileira. O Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, pode colher cerca de 66,2 milhões de sacas em 2026, segundo o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, o volume representará um aumento de aproximadamente 17% em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela bienalidade positiva do arábica e pela expansão da área em produção.
Apesar dessa expectativa de maior produção, especialistas destacam que o equilíbrio global do café ainda depende de fatores como clima durante o desenvolvimento das lavouras e a logística internacional de embarques. Em cenários de incerteza geopolítica e custos elevados de transporte, o mercado tende a reagir rapidamente a qualquer sinal de alteração na oferta global.
Para o produtor rural brasileiro, o cenário continua exigindo atenção redobrada ao comportamento das bolsas internacionais e ao câmbio. Mesmo com as perspectivas de uma safra mais robusta no Brasil, a volatilidade provocada por fatores externos pode gerar oportunidades de comercialização ao longo das próximas semanas.
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