Café fecha com oscilações mistas e mercado segue atento à logística global e fundamentos da safra
O mercado futuro do café encerrou esta quinta-feira, 9 de abril, com movimentos distintos entre as principais referências globais. Enquanto o robusta ampliou as perdas, o arábica mostrou reação pontual em parte dos contratos, em meio a ajustes técnicos e monitoramento dos fundamentos.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica teve comportamento misto. O contrato maio/26 fechou em 293,70 cents/lb, com baixa de 35 pontos. O julho/26 encerrou em 289,55 cents/lb, com alta de 25 pontos. Já o setembro/26 terminou o dia em 275,80 cents/lb, com queda de 15 pontos.
Para o robusta, negociado na ICE Europa, o mercado seguiu pressionado. O contrato maio/26 fechou em US$ 3.310 por tonelada, com baixa de 18 pontos. O julho/26 encerrou em US$ 3.239 por tonelada, com recuo de 17 pontos. O setembro/26 terminou cotado a US$ 3.177 por tonelada, com queda de 11 pontos.
O desempenho do robusta reflete um cenário de maior oferta global, com o avanço da colheita em importantes origens, como Vietnã e Brasil, além de ajustes técnicos após recentes valorizações. Esse contexto mantém o mercado pressionado, principalmente nos contratos mais próximos.
Já o arábica apresenta maior volatilidade e sensibilidade ao movimento financeiro. A leve recuperação em julho/26 indica recomposição de posições após perdas recentes, em um ambiente ainda cauteloso quanto ao equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do ano.
No cenário externo, as tensões no Oriente Médio seguem no radar e influenciam diretamente o mercado de commodities. A alta nos preços do petróleo aumenta os custos logísticos globais, o que pode gerar maior volatilidade nas cotações internacionais.
Do lado fundamental, o desenvolvimento da safra brasileira ocorre sob condições climáticas majoritariamente favoráveis até o momento, reforçando expectativas de boa produção, especialmente para o robusta. Esse fator contribui para a pressão observada nas cotações.
Segundo análises de mercado amplamente acompanhadas pelo setor, o atual momento é de consolidação, com os preços buscando um novo patamar diante da combinação entre avanço da oferta e incertezas no ambiente macroeconômico.
Para o produtor rural, o cenário exige atenção às oportunidades de comercialização. A volatilidade segue presente e pode abrir janelas estratégicas, especialmente diante de uma curva futura ainda instável.