Café dispara com clima no Brasil e tensão global no radar
O mercado do café ampliou os ganhos nas bolsas internacionais na manhã desta segunda-feira (11), com investidores voltando atenção para o clima no Brasil e para o aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.
Por volta das 10h30, horário de Brasília, o café arábica registrava forte alta na ICE Futures US. O contrato maio/26 subia 530 pontos, cotado a 295,00 cents/lbp. O julho/26 avançava 370 pontos, negociado a 278,50 cents/lbp. O setembro/26 tinha alta de 360 pontos, valendo 270,75 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 subia 385 pontos, cotado a 264,45 cents/lbp.
Em Londres, o robusta também avançava. O julho/26 subia 66 pontos, negociado a US$ 3.480 por tonelada. O setembro/26 avançava 56 pontos, cotado a US$ 3.358 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrava alta de 54 pontos, valendo US$ 3.270 por tonelada.
Além do monitoramento das temperaturas no cinturão cafeeiro brasileiro, o mercado passou a incorporar maior prêmio de risco diante das incertezas no Oriente Médio. Novos desdobramentos diplomáticos entre Estados Unidos e Irã aumentaram a cautela dos investidores e elevaram a volatilidade nas commodities. O cenário reacende preocupações com logística global, energia, fretes e fluxo internacional de mercadorias.
Analistas do mercado destacam que o café acaba sendo influenciado por esse movimento porque fundos e investidores ampliam posições em commodities em momentos de maior instabilidade global. Além disso, os riscos envolvendo petróleo, transporte marítimo e custos logísticos acabam afetando toda a cadeia global de alimentos e matérias-primas.
No Brasil, o clima segue no centro das atenções. O avanço de massas de ar frio sobre áreas produtoras do Sudeste mantém operadores atentos, principalmente em Minas Gerais e São Paulo. Apesar disso, até o momento não há previsão de geadas nas principais regiões cafeeiras.
O mercado também continua acompanhando o avanço da colheita do conilon e o início gradual dos trabalhos no arábica. Mesmo com a perspectiva de maior oferta brasileira nas próximas semanas, a combinação entre clima, volatilidade financeira e tensão internacional voltou a dar sustentação aos preços nesta segunda-feira.