Café fecha a segunda-feira em queda com avanço da colheita no Brasil
O mercado do café encerrou esta segunda-feira (1º) em queda nas bolsas internacionais, pressionado pelo avanço da colheita brasileira e pela expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas. Com o clima mais favorável em boa parte das regiões produtoras, os trabalhos de campo ganharam ritmo e ampliaram a percepção de disponibilidade de café no curto prazo.
Na Bolsa de Nova Iorque, o café arábica fechou em baixa. O contrato julho/26 perdeu 500 pontos, encerrando o dia a 260,60 cents/lbp. O setembro/26 recuou 450 pontos, para 254,20 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 caiu 445 pontos, terminando a sessão em 246,75 cents/lbp.
Em Londres, o robusta também registrou perdas. O contrato julho/26 fechou a US$ 3.438 por tonelada, com baixa de 38 pontos. O setembro/26 recuou 32 pontos, para US$ 3.315 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdeu 30 pontos, encerrando o dia a US$ 3.242 por tonelada.
O principal fator de pressão continua sendo o avanço da colheita brasileira. Após interrupções provocadas pelas chuvas em algumas regiões produtoras durante a última semana, a previsão de melhora das condições climáticas favorece a retomada dos trabalhos no campo, especialmente em áreas de arábica de Minas Gerais e de conilon no Espírito Santo e Rondônia.
O mercado também acompanha a entrada gradual dos primeiros volumes da safra 2026 no circuito comercial. Apesar de relatos pontuais de perdas por granizo em municípios do Sul de Minas, os danos são localizados e não alteram, neste momento, a perspectiva de oferta nacional.
Dados divulgados recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetam uma safra brasileira de 66,7 milhões de sacas em 2026, reforçando a expectativa de uma produção expressiva e contribuindo para a postura mais defensiva dos compradores nas bolsas.
No campo, produtores seguem atentos à qualidade dos lotes colhidos. Chuvas registradas durante o início da colheita em algumas regiões levantaram preocupações quanto ao rendimento e à qualidade final dos cafés, especialmente dos grãos destinados aos mercados de maior valor agregado.
O movimento desta segunda-feira mostra que os operadores continuam ajustando posições diante do avanço da safra brasileira. A entrada de novos volumes no mercado tende a manter a volatilidade elevada nos próximos dias, enquanto compradores e vendedores acompanham o ritmo da colheita, a evolução do clima e o comportamento da demanda internacional.