Café avança nas bolsas nesta 6ª feira, com estoques apertados e menor oferta de arábica
![]()
Os preços do café iniciam esta sexta-feira (12) em alta nas bolsas internacionais, dando continuidade ao movimento de recuperação observado nos últimos pregões. O mercado encontra suporte na redução dos estoques certificados de arábica, nos embarques mais fracos da variedade brasileira e nas preocupações com as condições climáticas durante o avanço da colheita no Brasil.
No início da manhã, o contrato setembro/26 do café arábica na ICE Futures US era negociado a 251,60 cents por libra-peso, com valorização de 135 pontos. Entre os principais vencimentos, o julho/26 avançava 160 pontos, cotado a 255,55 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 registrava alta de 130 pontos, para 244,50 cents/lbp.
Em Londres, o robusta também operava em alta. O contrato setembro/26 avançava 64 pontos, negociado a US$ 3.459 por tonelada. O vencimento julho/26 subia 87 pontos, para US$ 3.550 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrava ganho de 52 pontos, cotado a US$ 3.380 por tonelada.
Na véspera, os contratos futuros encerraram o dia com fortes ganhos nas duas bolsas. Segundo análise do Escritório Carvalhaes, os contratos de arábica para julho fecharam com valorização de 555 pontos, enquanto os contratos de robusta para o mesmo vencimento avançaram US$ 109 por tonelada.
O mercado também repercute os números divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o Brasil embarcou 3,09 milhões de sacas de café, volume 3,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Entretanto, os embarques de café arábica chamaram atenção pela retração. Foram exportadas 2,13 milhões de sacas da variedade, queda de 11,9% em relação a maio do ano passado e de 6,7% na comparação com abril deste ano.
Nos cinco primeiros meses de 2026, os embarques de arábica acumulam queda de 21,3% frente ao mesmo período de 2025. Já no atual ano-safra, iniciado em julho de 2025, a redução é de 16,7%.
Outro fator de sustentação para os preços segue sendo a diminuição dos estoques certificados de arábica da ICE. Na última atualização, os estoques recuaram para 399.490 sacas, praticamente metade do volume registrado há um ano, quando somavam 827.587 sacas.
No Brasil, o mercado físico continua com ritmo lento de negócios. De acordo com o Escritório Carvalhaes, produtores que ainda possuem café da safra 2025/26 seguem resistentes às bases de preços oferecidas pelos compradores, limitando a comercialização.
Além dos fundamentos de oferta, agentes também acompanham a previsão climática para os próximos dias. Segundo a Climatempo, áreas produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia deverão receber chuvas persistentes, condição que pode atrasar os trabalhos de colheita e dificultar a secagem dos grãos. A manutenção da umidade elevada também aumenta a preocupação com a qualidade do café recém-colhido, embora não haja previsão de frio intenso ou geadas para as regiões produtoras.
0 comentário
Café fecha em alta nas bolsas com mercado ainda sustentado por atraso da safra brasileira
Colheita de café supera metade do previsto na área de atuação da Expocacer
Café amplia ganhos em Nova York com atraso da colheita no Brasil; robusta opera perto da estabilidade
Café abre a semana com leves oscilações nas bolsas e mercado segue atento ao ritmo da colheita no Brasil
Café encerra semana em alta com atraso da colheita no Brasil sustentando as cotações
Colheita de café do Brasil atinge 64% do total, mas segue atrasada, diz Safras & Mercado