Café abre a 5ª feira com mercado atento à colheita e ao ritmo da oferta brasileira

Publicado em 25/06/2026 09:49
Arábica opera próximo da estabilidade em Nova Iorque, enquanto robusta avança em Londres; avanço da colheita e condições climáticas seguem no radar

Os preços do café iniciaram os negócios desta quinta-feira (25) sem uma direção única nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato setembro/26 do arábica era negociado a 276,95 cents de dólar por libra-peso, com leve baixa de 25 pontos. Já em Londres, o robusta setembro/26 avançava 49 pontos, cotado a US$ 3.654 por tonelada.

Entre os demais vencimentos do arábica, o julho/26 subia 40 pontos, para 291,95 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançava 85 pontos, para 264,70 cents/lb. No robusta, o contrato novembro/26 registrava alta de 40 pontos, negociado a US$ 3.594 por tonelada.

O mercado segue acompanhando o avanço da colheita brasileira, principal fator de formação dos preços neste momento. Segundo análise da Safras & Mercado, a tendência para o mercado físico nacional é de preços mais firmes, sustentados pelo comportamento das bolsas internacionais e pela postura cautelosa dos produtores na comercialização.

Segundo análise do Rabobank, a colheita avança de forma consistente na maior parte das regiões produtoras de café do Brasil. A instituição destaca que as condições climáticas seguem favoráveis aos trabalhos de campo e que, apesar da ocorrência de chuvas pontuais em algumas localidades, não há relatos de impactos relevantes sobre a qualidade dos cafés em processo de secagem. 

Apesar do progresso dos trabalhos, o mercado continua monitorando o volume efetivamente disponível para comercialização. A oferta da nova safra começa a chegar ao mercado, mas o ritmo de entrada do café segue sendo acompanhado de perto pelos agentes diante do histórico recente de estoques apertados e da forte demanda global.

Com a colheita avançando e a oferta gradualmente aumentando, os operadores permanecem atentos aos próximos levantamentos sobre produtividade, qualidade dos grãos e evolução das exportações brasileiras, fatores que devem continuar direcionando os preços nas bolsas internacionais nas próximas semanas.

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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