Café robusta fecha em queda em Londres; feriado nos EUA mantém mercado do arábica sem negociações
Os preços do café robusta encerraram esta sexta-feira (3) em queda na Bolsa de Londres (ICE Europe), em uma sessão de liquidez reduzida e sem a referência do mercado de arábica.
Na ICE Europe, o contrato setembro/26 do café robusta fechou cotado a US$ 3.716 por tonelada, com baixa de 67 pontos. O vencimento novembro/26 encerrou a sessão a US$ 3.679 por tonelada, recuando 66 pontos.
Sem as negociações em Nova York, o mercado concentrou as atenções nos fundamentos da oferta, especialmente no andamento da colheita brasileira. Segundo levantamento da Safras & Mercado, os trabalhos da safra 2026/27 atingiram 52% da área cultivada até 1º de julho, avanço em relação às semanas anteriores, mas ainda abaixo dos 60% registrados no mesmo período de 2025 e da média dos últimos cinco anos, de 55%.
O ritmo mais lento é consequência das chuvas registradas ao longo de junho nas principais regiões produtoras do país. As precipitações interromperam os trabalhos no campo, dificultaram a secagem dos grãos e reduziram a disponibilidade imediata de café, principalmente de arábica.
De acordo com a Safras & Mercado, a expectativa para o mercado físico brasileiro também foi de poucos negócios nesta sexta-feira. Além da ausência da referência de preços em Nova York, muitos produtores seguem concentrados no avanço da colheita e adotam postura cautelosa nas negociações. Os compradores, por sua vez, permanecem atentos ao ritmo da entrada da nova safra no mercado antes de ampliar as aquisições.
Apesar da queda registrada em Londres, os fundamentos que sustentaram a recuperação das cotações nas últimas semanas continuam presentes. O atraso da colheita brasileira, as preocupações com a qualidade dos grãos devido ao excesso de umidade e a oferta restrita de café disponível seguem sendo fatores monitorados pelos agentes do mercado.
Com o retorno das negociações da Bolsa de Nova York na próxima segunda-feira, o mercado volta a acompanhar simultaneamente o comportamento do arábica e do robusta, além da evolução da colheita brasileira, que continua sendo o principal direcionador das cotações internacionais.