Café abre sem direção única nas bolsas após forte volatilidade; mercado acompanha cenário comercial e oferta global

Publicado em 17/07/2026 09:56
Arábica opera com leves ganhos em Nova York, enquanto robusta avança mais de 2% em Londres; isenção do café brasileiro da tarifa dos EUA reforça perspectiva positiva para as exportações

As cotações do café iniciam esta sexta-feira (17) com comportamento misto nas bolsas internacionais, após mais uma semana marcada por forte volatilidade. No início da manhã, o contrato setembro/26 do arábica avançava 55 pontos, cotado a 313,15 cents de dólar por libra-peso, enquanto o vencimento dezembro/26 subia 120 pontos, para 298,45 cents/lbp, na ICE Futures US.

Em Londres, os ganhos eram mais expressivos. O contrato setembro/26 do robusta avançava US$ 78, negociado a US$ 3.875 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrava alta de US$ 79, cotado a US$ 3.826 por tonelada.

O mercado segue acompanhando a evolução da colheita brasileira e o comportamento da oferta global, em um ambiente de liquidez reduzida e elevada sensibilidade a notícias relacionadas ao clima e ao abastecimento.

Outro fator que repercute entre os participantes do mercado é a confirmação de que todos os cafés brasileiros ficaram de fora da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos. A decisão foi comemorada por entidades do setor, que destacaram a importância da medida para preservar a competitividade do café brasileiro em seu principal mercado consumidor.

Na avaliação das entidades, a isenção evita impactos sobre o fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos e mantém um ambiente mais favorável às exportações brasileiras, em um momento em que o mercado internacional continua atento à disponibilidade de café e aos desdobramentos da safra 2026/27.

Mesmo com a recuperação observada nesta abertura, o mercado segue operando com cautela. As atenções permanecem voltadas ao ritmo da colheita no Brasil, à qualidade dos grãos e aos baixos estoques globais, fatores que continuam sustentando a volatilidade das cotações nas bolsas internacionais.

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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