Café abre a 5ª feira em queda nas bolsas e mercado acompanha clima
As cotações do café iniciam esta quinta-feira (23) em queda nas bolsas internacionais, após a recuperação registrada na sessão anterior. O mercado segue pressionado por ajustes técnicos, mas continua acompanhando de perto o ritmo da colheita brasileira, as condições climáticas nas regiões produtoras e o comportamento da oferta disponível.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica recuava 245 pontos (-0,75%), negociado a 322,10 cents de dólar por libra-peso. O vencimento dezembro/26 caía 155 pontos (-0,50%), cotado a 307,90 cents/lbp.
Em Londres, na ICE Europe, o robusta setembro/26 registrava baixa de 47 dólares (-1,23%), negociado a US$ 3.818 por tonelada, enquanto o novembro/26 perdia 52 dólares (-1,37%), cotado a US$ 3.799 por tonelada.
O mercado continua sustentado pela disponibilidade limitada de café, apesar das oscilações recentes. Segundo o Escritório Carvalhaes, os estoques certificados de arábica na ICE voltaram a cair, recuando 8.144 sacas e totalizando 320.615 sacas, praticamente 60% abaixo do volume registrado há um ano, quando somavam 807.856 sacas.
No Brasil, o mercado físico permanece com ritmo lento de negócios. De acordo com o Escritório Carvalhaes, há forte interesse comprador para diferentes padrões de café, mas a intensa volatilidade das bolsas dificulta o fechamento de operações. Muitos produtores seguem comercializando apenas o necessário, aguardando maior definição do mercado antes de avançarem nas vendas.
No câmbio, o dólar iniciou a sessão cotado a R$ 5,0520, com queda de 0,43%, fator que reduz parte da sustentação dos preços internos.
No campo, a previsão do Climatempo indica avanço de uma frente fria sobre São Paulo entre quinta e sexta-feira, com chuvas moderadas que podem interromper temporariamente a colheita em algumas áreas paulistas. No Sul de Minas e na Zona da Mata, as precipitações devem ocorrer de forma isolada e sem grandes volumes. Já o Espírito Santo pode registrar chuvas mais expressivas no fim de semana, dificultando pontualmente os trabalhos de colheita e secagem dos grãos. Apesar da queda nas temperaturas, não há previsão de geadas capazes de provocar danos aos cafezais, e o tempo seco deve voltar a predominar na maior parte das áreas produtoras ao longo da próxima semana.