Café arábica: colheita evolui para 74% na região da Expocacer
Após a ocorrência de precipitações acima do esperado na semana antecedente, a colheita de café arábica voltou a ganhar ritmo na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), evoluindo para 74% até a última sexta-feira, 7 de agosto.
Desse volume, 56% foram beneficiados e o rendimento médio observado é de aproximadamente 500 litros de café em coco por saca de 60 kg beneficiada.
Na comparação com a safra anterior, que foi menor em volume frente à temporada atual, há leve atraso, uma vez que os trabalhos estavam em 80% nessa mesma época em 2025.
Conforme boletim técnico da Expocacer, a colheita avançou de forma significativa na semana passada, favorecida pelas condições de tempo seco e firme, que proporcionaram maior ritmo às operações nas propriedades dos cooperados na região do Cerrado Mineiro.
Os técnicos de campo da cooperativa informam que a maior parte dos lotes colhidos se encontra no estágio seco, condição que tem reduzido o tempo de permanência nos terreiros e contribuído para maior eficiência das operações de pós-colheita.
No que tange à qualidade, observou-se novo aumento no percentual de catação ao longo da semana passada, que se mantém acima de 15%. Segundo eles, esse cenário exige maior atenção durante o beneficiamento, uma vez que pode impactar tanto o rendimento quanto a qualidade final dos lotes.
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS
Até o próximo dia 12 de agosto, os modelos meteorológicos indicam manutenção do tempo seco, sem previsão de chuvas na região do Cerrado Mineiro. As temperaturas máximas devem variar entre 28°C e 31°C, enquanto as mínimas ficam entre 13°C e 17°C, mantendo elevada amplitude térmica.
A continuidade das condições secas, conforme os técnicos da Expocacer, tende a favorecer o avanço das operações de colheita e a secagem dos cafés nos terreiros. A ausência de chuvas também contribuirá para a redução gradual da umidade do solo, especialmente caso esse modelo climático persista.
Considerando que podem ocorrer variações locais nas condições climáticas, eles recomendam que os produtores acompanhem atentamente as atualizações meteorológicas de cada município e propriedade.
Também de acordo com os profissionais da Expocacer, é importante redobrar a atenção na finalização da colheita nas plantas e no recolhimento do café de chão nesse período, antes da ocorrência de novas chuvas, as quais podem dificultar os trabalhos e comprometer a qualidade dos frutos.
Os técnicos da cooperativa pontuam, ainda, que é fundamental evitar atrasos nas demais operações de manejo das lavouras após a colheita para garantir que os tratos necessários sejam realizados no momento adequado, com foco na proteção das lavouras e na preparação para a próxima safra.
SOBRE A EXPOCACER
Com faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2025 e um quadro com mais de 800 produtores associados, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado projeta uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de abrangência em 2026.
Contando atualmente com 19,4 mil hectares de café certificados em cafeicultura regenerativa e 29 mil hectares conduzidos sob manejo regenerativo, a Expocacer se tornou a primeira cooperativa do mundo a conquistar a certificação em Agricultura Regenerativa da Regenagri®, concedida pela Control Union após auditoria independente.
A entidade também passou por recentes auditorias e validou seus processos e propriedades cooperadas junto à Rainforest Alliance. O avanço inclui a adequação aos padrões Sustainable Agriculture Standard (SAS) e Regenerative Agriculture Standard (RAS) da organização internacional, ampliando o alinhamento de sua cadeia produtiva às mais rigorosas exigências socioambientais do mercado global.
A Expocacer é, ainda, uma das seis cooperativas que compõem a governança da Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem para café no Brasil. Trata-se de uma Indicação Geográfica (IG) que abrange 55 municípios e conta com a participação direta de mais de 4.500 produtores, distribuídos em 250 mil hectares de área plantada, território demarcado para a produção de um café com características únicas, que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.