Abaixo de 300 cents/lb: Arábica atinge mínima de três meses em NY com melhora no clima e maior oferta
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O mercado futuro do café encerrou a sessão desta quinta-feira (3) com perdas expressivas nas bolsas internacionais. Pressionadas por um cenário macroeconômico de aversão ao risco e fundamentos de maior oferta global, as cotações aprofundaram as baixas recentes, tanto para o arábica em Nova York, quanto para o robusta em Londres.
Os futuros fecharam o dia com perdas de mais de 1% nas posições mais negociadas, fazendo-as perder o patamar dos 300 centavos de dólar por libra-peso. O dezembro concluiu o pregão com 294,90 cents e o março a 284,55 cents/lb. Estes são os menores preços em três meses.
Segundo análise do portal internacional Barchart, o principal fator de pressão vem da perspectiva de aumento na oferta disponível. No Brasil, maior produtor e exportador global, relatos apontam que grande parte dos armazéns já não estão aceitando novos lotes por falta de espaço físico. Esse gargalo logístico sugere que os cafeicultores, que vinham retendo o produto na expectativa de preços mais altos, precisarão acelerar as vendas à medida que o espaço de armazenamento diminui.
No lado do conilon/robusta, o peso vem da Ásia. O Escritório Geral de Estatísticas do Vietnã reportou que as exportações de café do país asiático saltaram 13,7% entre janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando um volume expressivo de 1,33 milhão de toneladas métricas.
Com a notícia, as cotações na Bolsa de Londres para o robusta finalizaram a quinta-feira com perdas de mais de US$ 30,00 por tonelada. O novembro concluiu os negócios com US$ 3374,00 e o março com US$ 3340,00 por tonelada.
Outro fator que agiu como um limitador para os preços — e que mantém o mercado em alerta — são as condições climáticas nas regiões produtoras do Brasil. As chuvas recentes trouxeram alívio e otimismo para o desenvolvimento inicial da safra 2027/28, embora ainda alimentem alguma preocupação entre os cafeicultores que precisam concluir a 2026/27.
BAIXAS NO BRASIL
No mercado físico brasileiro, a forte queda no exterior acentuou a postura de cautela. Com os referenciais em recuo nas principais praças de negociação do país, o ritmo de negócios travou nesta quinta-feira, com agentes avaliando o impacto da necessidade de venda por falta de armazenagem frente às quedas internacionais.
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