Café em NY afunda para mínimas de 7 semanas nesta 6ª (11) e parte da pressão vem das exportações do BR
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O mercado de café fechou a sexta-feira consolidando perdas e operando muito próximo das mínimas das últimas sete semanas na Bolsa de Nova York. Por lá, os futuros do arábica terminaram o dia perdendo de 165 a 245 pontos nos principais vencimentos, com o dezembro cotado a 285,70 e o março a 277,20 centavos de dólar pora libra-peso.
Os fundos reagiram fortemente aos dados divulgados pelo Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), que apontaram um salto de 31% nas exportações brasileiras em agosto, atingindo o recorde histórico de 4,155 milhões de sacas para o mês. Com a colheita nacional na reta final, esse volume robusto chegando aos portos sinaliza um mercado muito bem abastecido.
A pressão vendedora também encontrou eco nos fundamentos globais. A Organização Internacional do Café (OIC) estimou que o mercado registrará seu primeiro superávit em cinco anos (sobra de 3 milhões de sacas na temporada 25/26). O cenário é referendado pelo USDA, que já projeta uma safra brasileira recorde de 71,9 milhões de sacas para a temporada 26/27.
O tombo nas telas só não foi mais amargo devido a dois freios importantes. Os estoques certificados de arábica na ICE continuam derretendo e atingiram a mínima de 27 anos, com apenas 217.932 sacas. Além disso, embora as chuvas recentes em Minas Gerais beneficiem a florada inicial, o mercado precifica o risco do El Niño, que pode atrasar o regime de águas nos meses críticos de setembro e outubro.
Segundo explicou a head de inteligência de mercado do Grupo Ceres, Sarah Dare, o argumento de menor qualidade da safra deu espaço aos ganhos recentes nas bolsas, porém, na sequência o volume da produção nacional foi pesando mais sobre as cotações. Agora, o assunto já passa a ser a nova safra do Brasil, o início das floradas e o clima como se comportará para esta próxima temporada.
De acordo com um estudo de risco climático feito pelo Grupo Ceres, o café é a commodity que tem maior potencial de alta em função dos efeitos do El Niño.
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