Café dispara mais de 4% em NY e dezembro/26 fecha acima dos 300 cents/lbp

Publicado em 06/10/2026 15:36
Real valorizado, riscos climáticos ligados ao El Niño e menor pressão vendedora no Brasil sustentam arábica; robusta também avança em Londres

Os preços do café encerraram a terça-feira (6) em forte alta nas bolsas internacionais, com o arábica avançando mais de 4% em Nova York e o robusta também fechando em campo positivo em Londres.

Na Bolsa de Nova York, o contrato dezembro/26 terminou negociado a 304,45 cents/lbp, com alta de 11,90 pontos, ou 4,07%. Março/27 fechou a 295,85 cents/lbp, com ganho de 11,55 pontos, e maio/27 encerrou a 292,50 cents/lbp, avanço de 11,60 pontos.

Em Londres, o robusta novembro/26 terminou a US$ 3.590 por tonelada, alta de 62 pontos ou 1,76%. Janeiro/27 fechou a US$ 3.577, março/27 a US$ 3.559 e maio/27 a US$ 3.546 por tonelada.

O mercado ampliou ao longo do dia o movimento positivo já observado desde a abertura. Segundo o Barchart, a força do real frente ao dólar segue oferecendo suporte às cotações internacionais ao reduzir o incentivo às vendas por parte dos produtores brasileiros. A análise também destaca preocupações com os impactos do El Niño sobre o clima nas regiões produtoras, especialmente diante dos riscos de excesso de chuvas no curto prazo e de eventual irregularidade das precipitações mais adiante.

A Price Futures Group também aponta que as tendências seguem positivas em Nova York e em Londres. Para o arábica, a consultoria destaca preocupações com qualidade diante do excesso de chuvas associado ao El Niño no Brasil, embora as condições gerais para o desenvolvimento da próxima safra sejam consideradas favoráveis e o período chuvoso tenha começado dentro da época esperada.

No robusta, além das altas em Londres, o mercado segue acompanhando a oferta asiática. O Vietnã exportou 1,45 milhão de toneladas de café nos primeiros nove meses de 2026, volume 16,2% superior ao mesmo período anterior, segundo dados citados pela Price Futures.

O câmbio também continua sendo um ponto importante para o produtor brasileiro. Enquanto o real mais forte pode reduzir a pressão vendedora do Brasil e sustentar os futuros internacionais, a conversão das cotações para reais fica menos favorável no mercado doméstico.

Fonte: Notícias Agrícolas

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