Café reduz perdas em NY nesta 6ª feira e contratos mais longos viram para o positivo
Os preços do café arábica reduziram as perdas na Bolsa de Nova York no final da manhã desta sexta-feira (9), e parte dos contratos já passou a trabalhar em campo positivo. O movimento representa uma reação depois da forte pressão registrada nas duas sessões anteriores, embora o mercado ainda encontre resistência diante dos sinais de maior disponibilidade do produto brasileiro.
Por volta das 11h20 (horário de Brasília), o dezembro/26 recuava apenas 0,07%, negociado a 288,85 cents/lbp, enquanto o março/27, por outro lado, avançava 0,18%, a 281,85 cents/lbp. A reação é relevante diante do comportamento recente do mercado. Na quarta-feira (7), o dezembro/26 perdeu 3,86%, e voltou a recuar 1,25% na quinta-feira (8), encerrando a sessão a 289,05 cents/lbp. Somadas, as duas sessões praticamente devolveram a forte alta de 4,07% registrada na terça-feira.
A pressão dos últimos pregões ganhou força com os sinais de aumento da oferta brasileira. Dados do governo brasileiro mostraram que as exportações de café em setembro cresceram mais de 20% na comparação anual, aumentando a percepção de disponibilidade do maior produtor mundial e estimulando liquidação de posições compradas em Nova York.
O movimento desta sexta-feira, porém, mostra que o mercado encontra dificuldade para ampliar as perdas. Um dos elementos que continuam oferecendo suporte aos preços são os estoques certificados de arábica na ICE, que permanecem historicamente baixos. Além disso, depois da queda acumulada nas últimas duas sessões, ajustes técnicos e recomposição de posições também podem favorecer movimentos de recuperação.
Assim, o café chega ao meio do pregão tentando encontrar um novo ponto de equilíbrio: de um lado, maior oferta brasileira e perspectivas mais confortáveis para a produção; do outro, estoques apertados e um mercado que já sofreu uma correção expressiva em muito pouco tempo.