Café fecha em alta em NY com preocupações sobre oferta nesta 3ª feira (13)
A terça-feira (13) terminou com os preços futuros do café arábica em alta na Bolsa de Nova York, os quais encontraram suporte nas preocupações do mercado com a disponibilidade do grão. No Brasil, o movimento externo ganhou ainda o reforço do câmbio, com o dólar novamente acima dos R$ 5,00 e valorização de 0,69% frente ao real, até o momento do fechamento desta notícia. Assim, o dezembro/26, principal referência na tela, encerrou os negócios a 293,20 cents/lb, com alta de 0,90%, enquanto o março/27 avançou 0,76%, negociado a 285,65 cents/lb.
O avanço ocorre depois de uma sequência de sessões de bastante volatilidade para o arábica. Na semana passada, o mercado chegou a sofrer pressão do aumento das exportações brasileiras de café em setembro, que cresceram mais de 20% na comparação anual, enquanto perspectivas de oferta mais confortável no Brasil e no Vietnã também limitaram as cotações, segundo informações do portal internacional Barchart.
Ao mesmo tempo, porém, o mercado continua sensível aos sinais relacionados à disponibilidade do arábica e às condições para as próximas safras. Os estoques certificados de arábica na ICE já vinham operando em níveis historicamente baixos nos últimos meses, fator que ajuda a explicar a reação mais intensa das cotações diante de qualquer nova preocupação com a oferta.
A atenção também permanece sobre o clima. O desenvolvimento da próxima safra brasileira e os efeitos do El Niño continuam no radar dos operadores, sobretudo pela possibilidade de alterações no regime de chuvas justamente em uma fase importante para as lavouras. Esse risco climático tem funcionado como contraponto às projeções de uma oferta global mais confortável.
DÓLAR SOBE E REFORÇA IMPACTO NO BRASIL
No câmbio, o dólar também trabalhou a favor das referências do café no mercado brasileiro nesta terça-feira. A moeda norte-americana era negociada a R$ 5,02, com valorização de 0,69% frente ao real no período da tarde.
Para o produtor brasileiro, a combinação é importante: enquanto o arábica avançou em Nova York, a valorização do dólar melhora a conversão das cotações internacionais para reais e amplia a sustentação oferecida ao mercado doméstico. Assim, o café encerra o dia com dois vetores positivos para a formação dos preços no Brasil.
O comportamento do mercado físico, entretanto, continua dependendo também dos diferenciais praticados nas principais praças produtoras, da qualidade disponível e do ritmo de negócios entre produtores e compradores.