Café: estoques caem e cenário para preços é otimista, diz secretário de Produção do Mapa

Publicado em 20/05/2010 08:20 370 exibições
Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, afirmou ontem (19) que o cenário para o café é otimista. Segundo ele, os estoques estão caindo no mundo. Bertone disse ainda que o Brasil nunca teve estoques tão baixos. O governo teria em mãos cerca de 1,7 milhão de sacas de café, referentes ao exercício dos contratos de opção, lançados no ano passado, e mais cerca de 400 mil sacas de grãos de safras velhas. Já o estoque da iniciativa privada é uma incógnita, que precisa ser desvendada, mas também está em baixa.

Bertone acrescentou que países concorrentes do Brasil enfrentam problemas na produção, principalmente de natureza climática. "A Colômbia, por exemplo, perdeu a posição de segundo maior produtor mundial, para agora ficar atrás de Brasil, Vietnã e Indonésia".

Bertone disse que há espaço para otimismo, mas os preços do café não vão "explodir". De acordo com ele, o governo estuda como financiar a safra deste ano, que promete ser volumosa. "O governo vê com bons olhos a reivindicação dos produtores", disse ele. Os cafeicultores pedem crédito para financiar 20 milhões de sacas, mas cujo volume solicitado, talvez, represente exagero de preocupação".

Ontem foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) portaria que determina que os preços mínimos do café safra 2010/2011 serão mantidos em relação aos valores da safra anterior. Desde 1º de maio, continua a vigorar o valor de R$ 261,69 a saca de 60 quilos para o café arábica, tipo 6, bebida dura para melhor. Para o robusta, foi mantido o valor de R$ 156,57, bebida tipo 7. A medida vale por prazo indeterminado.

Bertone disse que seriam necessários entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões para financiar a pré-comercialização com menor risco, "liberando o maior volume de recurso por saca, em relação ao preço de garantia".

Nova York

Os dirigentes da Bolsa de Nova York (ICE Futures US) deverão aprovar a entrega de café arábica brasileiro naquela instituição. Uma sinalização nesse sentido foi emitida pela própria bolsa, em recente comunicado. A avaliação é de Rodrigo Costa, vice-presidente de Vendas Institucionais do Newedge Group.

Conforme Costa, a bolsa tem interesse em um maior número de agentes.

"Ela é pró-business", disse ele. No entanto, se a medida fosse confirmada hoje, a entrega só poderia ser feita a partir do contrato com vencimento em maio de 2013, considerando que existem contratos em aberto até o vencimento março de 2013.

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Fonte:
DCI

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