Cafeicultores terão mais prazo para contratar linha de crédito

Publicado em 27/05/2011 08:29 e atualizado em 27/05/2011 09:05 443 exibições
Conselho Monetário Nacional estendeu até 31 de outubro a data limite para a contratação de financiamento para recuperação de lavouras atingidas por chuvas de granizo.
Os cafeicultores atingidos por chuvas de granizo terão mais prazo para contratar a linha crédito voltada à recuperação de suas lavouras. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, nesta quinta-feira, 26 de maio, a ampliação para 31 de outubro da data limite para que os produtores busquem o crédito junto aos agentes financeiros. Antes, o prazo fixado era 30 de abril.

O período de ocorrência de chuvas de granizo considerado para a contratação do crédito também foi alterado. Agora, cafeicultores afetados pelo problema climático entre 1º de outubro de 2010 e 31 de maio de 2011 estão aptos a acessar o financiamento. Até então, a data limite era 27 de janeiro de 2011.

A mudança deveu-se ao registro de chuvas de granizo em abril deste ano em Minas Gerais. De acordo com relatório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do estado, 3,3 mil ha de café foram atingidos por granizo no período.

A linha de crédito para recuperação de lavouras de café atingidas por granizo foi reeditada em 27 de janeiro deste ano. Estão disponíveis R$ 40 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para cafeicultores que tiveram perdas de, no mínimo, 10% de sua plantação em decorrência do evento climático.

Podem ser contratados até R$ 3 mil por hectare de lavoura afetada por granizo, limitados a R$ 400 mil por produtor, mesmo que os recursos sejam aplicados em mais de uma propriedade. O reembolso deve ser feito em três parcelas anuais no período de até seis anos, de acordo com o sistema de recuperação utilizado na lavoura.

Entenda melhor

Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) – Fundo administrado pelo Ministério da Agricultura com recursos destinados ao financiamento do custeio, colheita, estocagem e comercialização de café. Os recursos também são direcionados a linhas especiais, à promoção do café brasileiro nos mercados interno e externo e para apoiar eventos do setor.
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