Café: Produtor já comprometeu 25% da safra 2011/12

Publicado em 11/07/2011 16:39 563 exibições
“Quem fechou negócio a termo em 2010 não perdeu, apenas deixou de ganhar mais com a venda do seu produto", afirma o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach.
O ritmo dos negócios ainda anda aquém das expectativas. Primeiro foi a reserva dos produtores em relação aos negócios antecipados. A memória ainda muito viva do que aconteceu no ano passado distorce a estratégia de gestão de risco, fazendo muita gente deixar de negociar posições antecipadas. Quem fez negócio a termo no ano passado acabou entregando café com preço abaixo do que o mercado. Isso ajudou a segurar o ímpeto vendedor. Só que a memória mais longa diz que quem fez posição antecipada em anos anteriores a 2010 entregou café acima do que o mercado estava trabalhando na liquidação física. Isso sem contar dos benefícios dos negócios a termo com adiantamento, como, por exemplo, as posições com CPR produto.  "Mas mesmo no ano passado não houve perda, pois aquele produtor que  vendeu antecipado o fez porque o preço cobria seu custo, senão não tinha lógica negociar antecipado. Assim, em termos financeiros, quem fechou negócio a termo em 2010 não perdeu, apenas deixou de ganhar mais com a venda do seu produto", afirma o analista de Safras & Mercado, Gil Barabach.

É fato que houve uma maior dificuldade no fechamento de negócios antecipados. No começo do ano a CPR para entrega setembro e dezembro trocava de mãos entre R$ 530 a R$ 550 saca para os cafés melhores, dependendo da descrição. Não que o mercado não possa ir além desse patamar mais a frente, mas terá que contar com alguma ajuda do lado produtivo. Incertezas climáticas são muitas, mas que o preço oferecido no começo do ano estava bom, não há como negar.  

O produtor também está mais capitalizado. Isso junto com o preço mais alto do café reduz o número de sacas para cobrir despesas, resultando em uma oferta menor de produto no mercado. Tem muito produtor apostando nisso como fator de suporte para as cotações. No contrapeso, o comprador também não anda muito agressivo nessa entrada de safra. O mundo está bem comprado de Brasil. É só acompanhar o fluxo das exportações.

Segundo levantamento de SAFRAS & Mercado junto a produtores, cooperativas e corretores das principais regiões produtoras do país, o cafeicultor brasileiro já comprometeu 25% da safra 2011, ligeiramente abaixo de igual período do ano passado, quando os produtores haviam negociado 28% da safra.

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Fonte:
Safras & Mercado

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