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Brasil deve contestar na OMC barreiras impostas à carne bovina

Publicado em 02/01/2013 17:42 472 exibições
A ministra interina do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Tatiana Prazeres, disse nesta quarta-feira que o Brasil pode recorrer à Organização Mundial de Comércio (OMC) contra os países que anunciaram embargo à carne brasileira em razão da suspeita de contaminação pela encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como mal da vaca louca. Segundo Tatiana Prazeres, na avaliação do governo não há justificativa para as barreiras aos produtos brasileiros. A ministra interina comentou o assunto durante a divulgação dos resultados da balança comercial em 2012.

A possibilidade de ir à OMC já havia sido levantada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ênio Marques Pereira. No último mês, o secretário disse que o governo dará prazo até março de 2013 para que os países que suspenderam as compras da carne brasileira retirem o embargo. Desde que os primeiros países anunciaram o embargo, o Brasil tem feito esforço para tentar reverter a suspensão, prestando esclarecimentos sobre a doença.

De acordo com o Mapa, o caso confirmado no Paraná de um animal que morreu em 2010 é uma ocorrência não clássica da doença. De acordo com o órgão, apesar da presença do agente causador da EEB não houve manifestação da doença da vaca louca. As informações oficiais do Ministério da Agricultura são que, até o momento, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Japão, África do Sul, Taiwan, Jordânia e Chile adotaram o embargo. A Jordânia suspendeu as compras apenas do Paraná, e o Chile somente de farinha de carne e ossos do rebanho bovino brasileiro.

Carne de frango
Nesta quarta-feira também foi divulgado que as exportações de carne de frango do Brasil em dezembro de 2012 somaram 314,2 mil t, um aumento em comparação aos 279,6 mil t de novembro, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) nesta quarta-feira. Em dezembro de 2011, o País exportou 319,9 mil t do produto.
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Fonte:
Agência Brasil

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