Mercado de carnes busca recuperação no último mês do ano

Publicado em 05/12/2016 07:40 115 exibições

Boi Gordo: Frigoríficos aproveitam a sexta-feira para exercer pressão sobre as cotações

Por Scot Consultoria

Mercado do boi gordo com baixa movimentação.

Sexta-feira é, tipicamente, um dia de negociações mais lentas. No balanço do levantamento, houve queda em nove das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. 

Os frigoríficos aproveitam o fechamento da semana para pressionar o mercado, com tentativas de compra abaixo da referência.

Contudo, existem indústrias com escalas apertadas, atendendo de 2 a 3 dias úteis. 

Em São Paulo, a referência ficou estável em R$ 150,00/@, à vista. 

Não houve alteração de preços no mercado atacadista de carne bovina com osso, com o boi casado capão cotado em R$ 9,64/kg.

Suíno vivo: Mercado exibe recuperação nesta semana

Por Larissa Albuquerque

As cotações do suíno vivo no mercado independe encerraram a semana em alta nas principais praças de comercialização. Passando por 12 semanas mercado praticamente estáveis, a melhora dos preços tem animado os produtores, que também contam com custos de produção menores neste final de ano.

O levantamento semanal de preços realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, destaca que as maiores altas ocorreram em Minas Gerais e Goiás - 4,55% -, terminando cotados em R$ 4,40/kg no mercado independente.

“Os produtores viram, através de pesquisas e informações do Brasil inteiro, um aquecimento na demanda e uma perspectiva de conseguir um aumento com os frigoríficos para recuperar um pouco do que perdemos", conta o vice-presidente da ASEMG (Associação dos Suinocultores de Minas Gerais), José Arnaldo Cardoso.

Seguidos de São Paulo, com valorização de 5,03%, as cotações encerram a melhor semana dos últimos meses para o setor suinicola. Na praça paulista, a APCS (Associação Paulista de Suinocultores) informou a venda em Holambra de 900 suínos, para entrega entre domingo e segunda na condição bolsa [equivalente a R$ 4,42 e R$ 4,53/kg vivo].

De acordo com pesquisadores do Cepea, os representantes de frigoríficos tem relato que a demanda ainda é baixa para a época do ano, mas já indica melhora em relação ao escoamento das últimas semanas.

“Os frigoríficos descrevem que há uma expectativa de resultados ainda melhores em dezembro, mês caracterizado por um consumo aquecido devido às festividades de final de ano”, relata o analista da Safras & Mercado, Allan Maia.

No atacado, o mercado da Grande São Paulo, por exemplo, apresentou valorização de 5,0% na última, com a carcaça cotada, em média, em R$ 6,30/kg, segundo levantamento de preço da Scot Consultoria.

Com a valorização nas granjas e o preço do milho em queda, a relação de troca para o produtor melhorou, sendo está a melhor do ano está no melhor nível do ano.

Atualmente, em Campinas-SP, o suinocultor compra 7,23 quilos de milho com um quilo de suíno. Houve melhora de 10,1% no poder de compra do produtor na semana e melhora de 15,8% desde o início do mês.

Exportações

Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, nesta quinta (01), referente ao fechamento de novembro apontam que os embarques de carne suína 'in natura' apresentaram crescimento, em volume, de 9,5% em relação ao mês anterior, e 5,6% na comparação anual.

Em receita os resultados são ainda melhores. Com total de US$ 152,9 milhões, as exportações resultaram em ganhos 14,9% superiores a outubro/16 e, 25,3% maior que no igual período de ano passado.

Neste mês, foram exportados 58,3 mil toneladas de carne suína, contra 53,3 mil/t embarcado no mês passado.

Frango vivo: Semana encerra estável, apostando em melhora da demanda em dezembro

Por Larissa Albuquerque

Nesta sexta-feira (25), o mercado de frango vivo voltou a registrar estabilidade nas cotações. Há semanas, as principais praças de comercialização trabalham com preços estagnados nas granjas, desde o final de agosto em grande parte das regiões.

O levantamento semanal de preços realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, apontou que em São Paulo mantém referência de R$ 3,10 pelo quilo do vivo, enquanto que em Minas Gerais a cotação é de R$ 3,30/kg. (Confira o gráfico)

Agora o setor aposta na evolução da demanda no último mês do ano, para recompor parte do prejuízo acumulado durante todo anos, visto que os granjeiros operaram com preços relativamente altos, na comparação anual, mas também enfrentaram elevadíssimos custos de produção no decorrer de 2016.

“Os preços das aves natalinas está muito elevado, o que pode comprometer o consumo pelas classes C e D. A carne de frango, logo, pode preencher esse espaço, contribuindo para uma demanda firme e, por consequência, para uma melhora dos preços”, lembra o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

No atacado, o informativo semanal do Cepea destacou que os preços estão com comportamentos distintos nas regiões do país, refletindo visões diferentes dos agentes, quanto a demanda, em cada localidade.

"Por um lado, parte dos agentes já realiza pequenos reajustes nos preços, acreditando em aquecimento na demanda nesta primeira quinzena de dezembro. Já outros estão atentos à maior concorrência com carnes de aves típicas desta época de festividades, como peru e Chester", explica o Centro.

No atacado da Grande São Paulo, os preços se mantiveram estáveis. O quilo do frango resfriado está em R$ 4,35/kg. Já em Porto Alegre (RS), o produto está em queda, cotado a R$ 4,84/kg.

O boletim do Cepea ainda lembra que os avicultores continuam reduzindo a oferta nesses meses. Em setembro, dados apontam alojamento total de 497,4 milhões de cabeças de pintainhos, diminuição significativa de 8,8% em relação a agosto.

“O alento é que o preço do milho vem indicando queda nas últimas semanas, ajudando a reduzir a pressão de custos e trazendo uma melhor margem de lucratividade aos produtores. Hoje o custo médio de produção do frango vivo em São Paulo gira ao redor de R$ 2,55”, comenta Iglesias.

Exportações

Dados do pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, divulgados na quinta (01), mostram que os embarques deste mês ficaram, em volume, 14,8% menores que no mesmo período de 2015. Em receita a queda é de 11,8%.

Os embarques eram a grande expectativa do setor para impulsionar o escoamento da produção, e não destinar ainda mais carne no mercado interno que está fraco. Conforme destacou Iglesias, “o setor se preparou para embarcar entre 380 e 400 mil toneladas mensais. Como este número ficou abaixo em outubro e deve cair em novembro, essa oferta acabará sobrando no mercado interno”, sinaliza.

Muito embora, os resultados não sejam satisfatórios em relação ao ano passado, quando comparados aos embarques de outubro/16, apontam ligeiro crescimento. Neste mês foram exportados 292,7 mil toneladas - 5,9% acima do registrado no mês passado. Já em receita o ganho é de 5,8%, com saldo de US$ 452,9 milhões.

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Fonte:
Notícias Agrícolas + Scot

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