Com demanda fraca, mercado do boi gordo tem pouca movimentação

Publicado em 07/12/2016 07:04 99 exibições

Boi Gordo: Mercado lado e exigindo mais atenção do pecuarista

Por Scot Consultoria

Não há tendência definida no mercado do boi gordo. Para o pecuarista que for negociar, é preciso observar diariamente o comportamento dos preços, a disposição dos compradores.

Onde a escala evolui razoavelmente em um dia, ou as vendas não foram como esperado, as indústrias “colocam o pé no freio” e tentam comprar por preços menores, o que não indica, necessariamente, que no dia seguinte não possam a ofertar acima da referência. 

O comportamento do mercado, com praças com reajustes positivos e outras em baixa é resultado deste cenário.

Isso se dá em função de tudo estar muito ajustado. Não há oferta de boi em abundância e, em algumas regiões, chega a faltar matéria-prima, mas a demanda atual não torna essa situação preocupante para os compradores.

Em São Paulo, tudo muito alinhado entre R$ 150,00/@ e R$ 151,00/@, à vista, para as indústrias que realmente têm “interesse” de comprar no mercado spot. As que não precisam de boiadas, e somente completam as escalas com compra no mercado físico, ofertam até R$ 2,00/@ a menos.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, preços estáveis, sem sinal do consumo sazonalmente bom de final de ano. Apesar da alta de preço no final de novembro, desde então o mercado segue sem força para reajustes.

Suíno Vivo: Após altas em SP, SC e RS, cotações fecham estáveis nesta 3ª feira

Por Sandy Quintans

Após altas registradas, o mercado de suíno vivo fechou com preços estáveis nesta terça-feira (06). A bolsa de suínos de Minas Gerais manteve a referência de negócios na praça em R$ 4,60 pelo quilo do vivo, após registrar valorização de R$ 0,20 na semana anterior.

Apesar dos preços firmes no estado mineiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina já sinalizaram alta no último fechamento, em função das festividades de final de ano. Com isso, a tendência para os próximos dias é de valorização, após semanas de preços estagnados diante das dificuldades de escoamento da produção.

A Scot Consultoria aponta que no atacado também houve valorização de preços na praça paulista, com alta de 5% na semana e cotação a R$ R$ 6,30 por quilo. Com os recuos para os preços do milho, também houve melhora no poder de compra dos suinocultores do estado. Em Campinas (SP), é possível comprar 7,23 quilos de milho com um de suíno, representando uma melhora de 10,1% nos últimos sete dias.

Além disto, a consultoria aponta que a tendência é positiva para os próximos dias. “Com a entrada do novo mês e a proximidade com as festividades de final de ano, o setor aguarda um movimento maior. Altas de preços não estão descartadas”, explica o boletim.

Apesar das altas, o mercado registrou grandes dificuldades em todo o ano, com consecutivas quedas de preços e altos custos de produção. O presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivanio de Lorenzi, explica que as dificuldades politicas e econômicas afetou diretamente o consumo das proteínas.

“Há empresas com dificuldades de pagar o 13º salário dos funcionários. Isso vai limitar a entrada de dinheiro no mercado. Esperamos que as exportações permaneçam em alta para que a ascensão de preço do suíno seja contínua no mercado independente. Cobramos que as agroindústrias remunerem melhor também seus produtores”, relata. 

Frango Vivo: Mercado segue com preços estagnados nesta 3ª feira

Por Sandy Quintans

O mercado de frango vivo voltou a fechar com cotações estáveis nesta terça-feira (06). Há semanas, os preços nas principais praças de comercialização não registram nenhuma mudança. Com isso, São Paulo mantém negócios em R$ 3,10 pelo quilo do vivo e Minas Gerais a R$ 3,30 o quilo.

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, aponta que nem mesmo os períodos que historicamente a demanda é mais aquecida há mudança nas cotações. “Muitos avicultores encerraram as atividades e grandes empresas do setor atravessaram severos problemas de margem ao longo do ano”, afirma.

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) explica que a tendência para o mercado é divergente para as próximas semanas, visto que algumas regiões há um aumento de compras para a demanda das festas de final de ano, enquanto que em alguns lugares a aposta é nas aves natalinas. “Os preços da carne de frango negociada no mercado atacadista vêm registrando movimentos distintos entre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Esse cenário é reflexo das diferentes perspectivas de agentes para as próximas semanas”, aponta o Centro.

Iglesias explica que a tendência é positiva ao período, devido as dificuldades econômicas do país, que podem levar o consumidor a dar preferência à proteínas mais baratas. “Os preços das aves natalinas está muito elevado, o que pode comprometer o consumo pelas classes C e D. A carne de frango, logo, pode preencher esse espaço, contribuindo para uma demanda firme e, por consequência, para uma melhora dos preços”, analisa.

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Notícias Agrícolas + Scot

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